Consultoria Lifetime tem crescimento de 550% no valor gerido em seis anos

Empresa de gestão de patrimônio e investimentos ampliou mercado para Brasília, em um movimento que demonstra expectativas positivas quanto ao desempenho econômico do setor

Álvaro Augusto, da CNN Brasil*, Brasília
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A consultoria de investimentos Lifetime registrou um aumento de 552% no patrimônio sob sua custódia em seis anos – passando de R$ 4,6 bilhões administrados em 2019 para cerca de R$ 30 bilhões em 2025.

A empresa agora expandiu sua atuação para Brasília, com a inauguração de uma filial na cidade nesta terça-feira (7). A aposta é que o ritmo aquecido do mercado de investimentos se mantenha, apesar do cenário com altas taxas de juros no Brasil e incertezas econômicas internacionais – como a pressão sobre o preço do petróleo globalmente em função da guerra no Oriente Médio.

Segundo a Lifetime, a expectativa de movimentação financeira na capital federal gira em torno R$ 5 bilhões com o mercado de investimentos da região de Brasília. Desse montante, são estimados R$ 1,3 bilhões no curto prazo e os outros R$ 3,7 bilhões sendo aplicados até 2028.

O CEO da Lifetime, Fernando Katsonis, afirma que a instalação da consultoria em Brasília não teve relação política, e visa aumentar a proximidade da empresa com o público local, num processo conjunto de expansão da marca nacionalmente.

"Queremos cuidar pelas perspectivas do cliente, estar perto do investidor local para que quem está no centro político do país tenha mais uma opção de mercado, com referencias na região. Brasília é uma etapa de expansão", disse Katsonis.

Crescimento no mercado financeiro

De acordo com o CEO Fernando Katsonis, a meta da empresa é chegar aos R$ 100 bilhões sob custódia até o ano de 2028.

Questionado pelo CNN Money sobre o tamanho do objetivo – será necessário mais que triplicar o valor administrado atualmente –, o executivo defende que a estratégia é bastante viável e ancorada, em parte, no modelo de "clínica financeira".

"A gente mostra o modelo de trabalho para o investidor, uma clínica financeira embasada em vários fatores pessoais também, como o estilo de família e as necessidades particulares. Com isso, a análise é mais acolhedora e pessoal", disse o CEO da Lifetime.

Segundo Katsonis, o modelo de negócio da consultoria é baseado na "personalização" e na criação de "experiência" para o cliente ao aplicar algum valor.

"A proposta é olhar para a carteira, fazer uma análise de investimentos e ver o melhor para cada pessoa. A gente olha para o investidor e vê o que ele quer e precisa a médio e longo prazo, enquanto o mercado em geral pensa no retorno mas não no perfil do cliente", completou o chefe da empresa.

*Sob supervisão de Daniel Rittner

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