Harvard, MIT e mais: curso gratuito prepara jovens para estudar no exterior

Prazo de inscrição no Prep Program 2026, da Fundação Estudar, termina nesta quarta-feira (1º); curso gratuito prepara jovens do ensino médio para estudar no exterior

Sidney Gonçalves do Carmo, colaboração para a CNN Brasil
Estudantes selecionados pelo programa e conseguiram uma vaga em universidade no exterior
Prep Program 2026 é um curso gratuito da Fundação Estudar que prepara jovens do ensino médio para universidades de ponta no exterior  • Divulgação
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O prazo para inscrições no Prep Program 2026, curso gratuito da Fundação Estudar que prepara jovens do ensino médio para universidades de ponta no exterior, termina nesta quarta-feira (1°). No último ciclo, 97% dos participantes conquistaram uma vaga em uma instituição no exterior.

Para se inscrever, os interessados devem acessar o site da Fundação Estudar e, em 2026, estarem no último ano do ensino médio ou em gap year. Não há um número definitivo de vagas abertas em cada ciclo. A quantidade de aprovados varia conforme o número de candidatos que atendem aos critérios de seleção do programa em cada ano.

De acordo com a organização, a participação no Prep Program é totalmente gratuita. É exigido dos candidatos ótimo desempenho acadêmico, inglês avançado e histórico relevante em atividades extracurriculares. Não é permitida a participação de quem já esteja matriculado em universidades (no Brasil ou exterior) nem de beneficiários de outros programas gratuitos semelhantes.

Os estudantes que queiram estudar no exterior também recebem orientação personalizada. O programa orienta os candidatos sobre cada etapa do application, incluindo preparação para exames padronizados, elaboração de cartas de motivação e participação em entrevistas, oferecendo apoio individualizado em caso de dúvidas sobre processos de inscrição e deadlines de universidades internacionais.

"Nosso objetivo é que cada estudante tenha clareza sobre os passos necessários e se sinta preparado para competir em igualdade de condições com candidatos do mundo inteiro", diz Lucas Mendes, diretor-executivo da Fundação Estudar.

O Prep Program oferece mais de 200 horas de orientação estratégica, acompanhamento individual com advisors e mentores formados em universidades de elite, preparação para provas padronizadas, apoio à saúde mental, cartas de recomendação personalizadas e bolsas para arcar com despesas de inscrição.

O processo seletivo acontece em três etapas, todas online:

  1. Inscrição com dados básicos, histórico de atividades, prêmios, redações curtas, vídeo de apresentação e testes de lógica e inglês;
  2. Entrevista em inglês;
  3. Painel final, de caráter eliminatório.

Mendes destaca que o Prep Program nasceu para democratizar o acesso a universidades de excelência. "Sabemos que, no mercado, uma preparação como essa tem um custo muito elevado. Nosso compromisso é abrir portas e garantir que jovens brasileiros tenham condições reais de serem aprovados nas melhores universidades do mundo."

Em mais de 15 anos, o programa já transformou a vida de 620 alunos, garantindo mais de 1.600 aceites. Na última seleção, dos 97% de estudantes aprovados, 75% deles foram para as universidades consideradas Top Schools, como Harvard, MIT (Massachusetts Institute of Technology), Stanford e Princeton. Foram 68 alunos selecionados, sendo 38% da região Sudeste, 33% do Nordeste, 13% do Sul, 11% do Centro-Oeste e 6% do Norte.

A Fundação Estudar afirma que 70% dos aprovados vêm de lares com renda per capita inferior a três salários-mínimos (R$ 4.554). São 22 estudantes de escola pública, 16 com bolsa total em escola particular e 19 com bolsa parcial em escola particular.

O programa é financiado por uma rede de doadores e parceiros, em linha com a atuação da fundação como organização sem fins lucrativos. Segundo Mendes, cerca de 80% dos alunos aprovados recebem bolsas de estudo, somando mais de US$ 5,3 milhões anuais. "Esse valor corresponde ao que os estudantes recebem diretamente das universidades. Estudar não financia essas bolsas. Nosso papel é ajudá-los a solicitar os auxílios. O benefício pode cobrir parte ou a totalidade dos custos de vida, variando caso a caso", diz Mendes.

O programa também se destaca pelo suporte psicológico e pela construção de uma comunidade ativa. “O processo de application é intenso e pode gerar ansiedade. Por isso, oferecemos apoio psicológico gratuito ou a baixo custo. Além disso, a comunidade é um espaço vivo, com eventos de integração, clubes liderados pelos estudantes e painéis com ex-participantes”, afirma Mendes.

Entre os principais obstáculos estão desde a adaptação à cultura, ao idioma e até mesmo o clima. Lucas Mendes afirma que oferece suporte nesse processo, conectando os estudantes a uma comunidade de jovens brasileiros que já vivenciaram ou estão vivenciando experiências semelhantes.

Para Lucas Mendes, o Brasil ainda precisa desenvolver algumas medidas para ampliar o acesso de estudantes brasileiros às universidades estrangeiras de ponta. São elas:

  • Criar clubes de debates, robótica, olimpíadas acadêmicas, artes e esportes dentro das escolas;
  • Estimular que os alunos desenvolvam iniciativas próprias;
  • Firmar parcerias com ONGs locais e universidades para os projetos sociais ou acadêmicos;
  • Destinar recursos para participação em competições, summer programs e atividades extracurriculares, reduzindo barreiras financeiras;
  • Oferecer workshops para pais e alunos sobre admissões internacionais e bolsas;
  • Promover conversar com jovens que estudam fora;
  • Receber universidades no Brasil para contato direto com admissions officers;
  • Investir no ensino de língua inglesa desde cedo;
  • Ampliar o conhecimento sobre bolsas de estudo oferecidas por organizações com a Fundação Estudar e pelas próprias universidades.