Hugo à CNN: Conversa com Lula será com o melhor dos sentimentos

Presidente da República disse que, assim que retornar à Brasília, pretende conversar com os representantes das duas Casas Legislativas sobre o imbróglio do IOF

Américo Martins, Yasmin Silvestre e Manoela Carlucci, da CNN, Lisboa e São Paulo
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Para o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), a conversa sugerida pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com os representantes das duas Casas Legislativas para tratar sobre toda a crise do IOF acontecerá com o "melhor dos sentimentos".

Em entrevista à CNN nesta sexta-feira (4), Hugo afirmou que tem "muita esperança" e que "sempre acreditou na política através do diálogo".

"O presidente é uma pessoa que, no contato pessoal, ele tem uma relação que nos faz nos aproximar muito dele, pela sua história de vida, pela sua capacidade de fazer política, que por ter a história que tem, eu não tenho a menor dúvida que nós sentaremos à mesa com o melhor dos sentimentos, com o melhor dos espíritos, para encontrar uma saída para esse problema. Eu tenho muita esperança e sempre acreditei na política feita através do diálogo. E, mais uma vez, o diálogo será a grande ferramenta para se construir uma solução para esse problema", disse Hugo.

Mais cedo, ele havia afirmado que a determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de suspender os atos do governo federal e do Congresso sobre o IOF estava “em sintonia” com o desejo dos parlamentares na Câmara.

Entretanto, apesar de ser a favor da decisão, rejeitou uma suposta crise entre os dois Poderes e afirmou que o cenário político brasileiro não precisa de “guerra” com o governo do petista.

“Não é criar um ‘nós contra eles’, não é criar uma polarização social. O que o país precisa nesse momento é serenidade, é entender cada um a sua responsabilidade e, ao final, construirmos uma solução”.

Ao defender que o Congresso não está rompendo com o governo, Hugo explicou que outras medidas parceiras já foram feitas entre eles.

“É importante registrar que o Congresso foi parceiro de praticamente todas as medidas que o governo enviou até então à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal”, argumentou.

O presidente da Câmara ainda afirmou que o impasse do IOF não teve “vencedores e perdedores", que não há "cabo de guerra” entre eles e que a audiência solicitada por Moraes no próximo dia 15 é um ato de "bom senso".

"Eu penso que, na verdade, quem ganha é o Brasil, quando o bom senso impera. E, na verdade, eu penso que essa audiência de conciliação produzirá, pelo menos daquilo que depender de nós, um bom resultado em favor do país", concluiu.