Imprensa internacional repercute reeleição de Lula no Brasil
Jornais destacam que o petista conquistou o 4º mandato em após ter saído atrás no 1º turno e afirmam que o resultado interrompe uma guinada a direita na América Latina
A imprensa internacional repercutiu a vitória do presidente Lula, reeleito no 2º turno das eleições no Brasil neste domingo (25). Em virada inédita, o petista obteve mais de 50% dos votos e conquistou o 4º mandato.
O New York Times destacou o resultado na manchete da edição online e afirmou que o "Brasil reelege Lula, rejeitando o filho de seu antecessor", referindo-se a Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Antes do resultado ser anunciado, a publicação afirmou classificou a eleição no Brasil como "um teste do poder de Trump como articulador político", lembrando que candidatos de direita alinhados aos EUA venceram as últimas eleições na região.
Também nos Estados Unidos, o Washington Post afirmou que a vitória de Lula no Brasil "interrompe a guinada à direita na América Latina". A publicação afirma ainda que o presidente "completou um surpreendente retorno político neste domingo, derrotando o senador Flávio Bolsonaro para conquistar a reeleição".
A BBC destacou que Lula foi eleito para o 4º mandato, derrotando Flávio Bolsonaro em uma votação acirrada e lembra que Flávio havia derrotado Lula no 1º turno. A rede britânica afirma ainda que a eleição "contrariou uma tendência mais ampla na América Latina, onde os eleitores puniram os governantes em exercício e se voltaram para a direita".
Na América Latina, o La Nacion afirmou que Lula conseguiu "uma reviravolta após um segundo turno controverso e será presidente do Brasil pela 4ª vez". A publicação afirma que Flávio Bolsonaro era favorito nas pesquisas e lembra que a decisão do ministro do STF Cristiano Zanin de estender o horário de votação gerou questionamentos. O jornal também destacou a declaração de Flávio, que disse não reconhecer a eleição e pediu anulação.
Já o Clarín destaca que Lula derrotou Flávio no 2º turno após ter perdido o 1º e destaca a diferença de três pontos percentuais. O atual presidente teve 51,7% dos votos enquanto Flávio Bolsonaro obteve 48,3%.


