Economia não pode parar por causa do novo coronavírus, diz Bolsonaro


Da CNN Brasil, em São Paulo
20 de março de 2020 às 15:49 | Atualizado 20 de março de 2020 às 16:42
Jair Bolsonaro em videoconferência com empresários

Em conferência com empresários, Bolsonaro disse que economia não pode parar para evitar catástrofe

Foto: Reprodução/ TV Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta sexta-feira (20) que a economia do Brasil não pode parar apesar da epidemia do novo coronavírus e anunciou novas medidas econômicas para combater a pandemia.

"O momento é de união entre todos nós, classe política, governadores, prefeitos demais autoridades e, em especial, o setor produtivo", afirmou o presidente em videoconferência com empresários. "Temos que ter responsabilidade de fazer tudo em cima de um planejamento. A economia não pode parar. Afinal de contas, não basta termos meios se não tivermos como levá-los ao local onde serão usados."

Bolsonaro iniciou a videoconferência após o Ministério da Economia anunciar corte na projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2020 a 0,02%, ante alta de 2,1% indicada há dez dias, numa mostra da rápida deterioração das expectativas em meio ao avanço do coronavírus e seu drástico impacto na economia.

O presidente também defendeu que os empresários não podem suspender suas atividades totalmente para evitar uma catástrofe. "Precisamos movimentar a economia senão a catástrofe virá de verdade", disse Bolsonaro.

Ele voltou a afirmar, ainda, que não se pode agir com histeria na crise relacionada à nova doença. "Desde o começo, eu, como estadista, tenho falado ao Brasil: 'não podemos entrar em pânico, temos que tomar as medidas que forem necessárias, mas sem histeria'. Este é o exemplo que eu procuro dar em todas as ações que eu tenho falo para frente", disse.

Bolsonaro também criticou medidas adotadas por vários estados, como o fechamento de estradas e aeroportos, porque podem ter enorme impacto econômico.

“Não procedem algumas decisões isoladamente sendo tomadas no Brasil por outras autoridades de fechar aeroportos, de fechar estradas, quer sejam federais ou estaduais, porque agindo dessa maneira nós levarmos pânico em uma situação que requer a cabeça no lugar e muita frieza”, afirmou o presidente.

Ele também destacou que as ações tomadas até agora em razão do surto de COVID-19 têm apoio do Parlamento.

“Em comum acordo os parlamentares abriram mão de R$ 8 bilhões em emendas individuais e de bancada. Esses recursos irão diretamente ao Ministério da Saúde para as medidas de combate ao vírus”.

Propostas do setor

O presidente afirmou que nas últimas semanas o setor produtivo enviou 35 propostas ao governo, das quais muitas já foram implementadas.

Carlos da Costa, secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, detalhou que das 35 propostas citadas por Bolsonaro o governo já implementou 22 – e 7 estão em fase avançada de análise.

As medidas para atenuar a crise foram divididas em 5 áreas: fôlego ao fluxo de caixa, manutenção da oferta de bens e serviços, desburocratização urgente, flexibilização trabalhista emergencial e preservação do consumo responsável.

Com informações da Reuters