Maia defende 'coronavoucher' de R$ 500 e estima custo em até R$ 12 bi


Da CNN, em São Paulo
26 de março de 2020 às 16:02 | Atualizado 26 de março de 2020 às 16:53
O deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara, no Encontro Anual Educação Já, ne

O deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara

Foto: Câmara dos Deputados

Em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (26), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), falou sobre as medidas de combate ao novo coronavírus. Ele afirmou que o auxílio para os trabalhadores pode ser elevado para R$ 500 durante a pandemia da COVID-10.

O valor consta de um projeto de lei que deve ser votado ainda hoje pela Câmara. 

O novo valor havia sido antecipado em reportagem da CNN nesta manhã.

Segundo ele, a proposta que o governo fez, ‘que amplia um pouco mais de R$ 200’, é muito pequena para a população brasileira. “Eu entendo a posição do governo. O governo trabalha com a questão do impacto fiscal, mas eu acho que nesse momento não é a questão mais importante", disse.

Segundo ele, essa decisão vai gerar um impacto de cerca de R$ 10 a R$ 12 bilhões a mais, mas, em relação ao que o Brasil precisa investir e garantir à sociedade brasileira, é muito pouco. 

"É importante que nós, em conjunto, possamos gerar condições mínimas para que os brasileiros possam ter a determinação do Ministério da Saúde, da OMS [Organização Mundial da Saúde], dos governadores e prefeitos, que é o isolamento. Para isso, nós precisamos resolver essas frentes", afirmou.