'Já fiz a minha parte, alertei a nação', diz Bolsonaro sobre coronavírus


Da CNN, em São Paulo
26 de março de 2020 às 18:38 | Atualizado 26 de março de 2020 às 18:42

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou a jornalistas, na tarde desta quinta-feira (26), que já fez sua parte em relação ao impacto econômico do coronavírus e que o brasileiro deve entender que não são as autoridades políticas que salvarão suas vidas.

"Se eu fosse irresponsável, eu ia ficar quieto, mas já fiz a minha parte, alertei a nação. Com palavras duras ou toscas, entendam como bem entender, mas palavras verdadeiras. Quem não está preocupado em perder o emprego?", perguntou ele. "O brasileiro tem que entender que quem vai salvar a vida dele é ele, pô. Não tem que ficar esperando o vereador, deputado, senador e presidente da República cuidar da vida dele. Se ele não tem capacidade, paciência", completou.

O presidente ainda voltou a criticar a quarentena adotada em cidades e estados pelo país e chamou de "desgraça" o fato de não ter mais diaristas, manicures e barbeiros trabalhando.

"Alguns governadores e prefeitos erraram na dose. O problema está aí, o desemprego está aí", disse. "Eu falei e fui massacrado pela mídia. A segunda onda já chegou: o desemprego em massa. O vírus todo mundo vai ter até que haja aquela imunização natural, que dizem os infectologistas. Dá para entender que essa onda é muito pior do que o vírus?  Que talvez já tido e se curado, e vocês também? Dá para entender isso?", questionou. 

Bolsonaro também reafirmou que os idosos serão as maiores vítimas da COVID-19, mas disse que "infelizmente, a nossa vida um dia se esvai": "Morte você vai ter, infelizmente vai ter morte, mas são pessoa de média de 80 anos de idade". 

Também na tarde desta quinta, o Ministério da Saúde informou que o Brasil tem 77 mortos pelo novo coronavírus (COVID-19), além de 2.915 casos confirmados.

Hoje se completam 30 dias desde a confirmação do primeiro caso no país. A data marca também o retorno do crescimento no número de casos novos no país, com avanço de 20% entre ontem (25) e hoje após três dias de queda. Só nesta quinta, foram adicionados 482 novos pacientes.