Bolsonaro ameniza tom em pronunciamento

Ele voltou a incluir em sua fala uma crítica a governadores, mas de forma bem mais leve do que a vista em outros momentos

Renata Agostini
Por Renata Agostini, CNN  
08 de abril de 2020 às 19:55 | Atualizado 08 de abril de 2020 às 21:31
Bolsonaro em pronunciamento em 8 de abril
Foto: Carolina Antunes/Agência Brasil


O presidente Jair Bolsonaro decidiu amenizar o tom no pronunciamento que foi ao ar na noite desta quarta-feira (8).

Ele voltou a incluir em sua fala uma crítica a governadores, mas de forma bem mais leve do que a vista em outros momentos. Conforme antecipou a coluna, o presidente pontuou que decisões foram tomadas sem consulta prévia ao governo federal. Ele não avançou, porém, com ataques diretos aos líderes locais. Disse, inclusive, que respeita a autonomia dos governadores e dos prefeitos. 

Fez um sinal claro para o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ao pontuar que a maior parte dos brasileiros quer trabalhar, mas que as orientações do Ministério da Saúde devem ser observadas.

Apesar do tom mais brando, não vimos uma guinada completa na postura de Jair Bolsonaro. O presidente deu ênfase em sua fala ao uso da cloroquina para o tratamento da COVID-19. Celebrou a sinalização por parte da Índia de que o Brasil poderá importar a hidroxicoloroquina, garantindo o suprimento interno.

Também como antecipado pela coluna, o presidente deu destaque para a “agenda positiva” do governo, listando medidas já tomadas para o combate à crise, como o auxílio emergencial a informais, a liberação de saques do FGTS, e o pagamento pelo governo de parte da conta de luz de famílias de baixa renda.

Bolsonaro gravou o pronunciamento acompanhado de auxiliares e ainda de alguns parlamentares. Segundo um dos presentes, aceitou até sugestões de última hora e acréscimos ao discurso.