Maia diz que não há limite de endividamento para o Brasil

Noeli Menezes Da CNN, em Brasília
10 de abril de 2020 às 13:54
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ)
Foto: Adriano Machado - 10.jul.2019/Reuters

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta sexta-feira (10) que tem conversado com economistas e que não existe consenso sobre um limite de endividamento interno para o Brasil. “A única questão é cuidar para que o endividamento interno não inviabilize o futuro do país. Mas o Brasil tem a vantagem de não ter dívida externa. Agora, quanto a dívida interna pode crescer? 10%, 20% do PIB? Não tem esse limite", disse em entrevista à Rádio Bandeirantes. 

Maia voltou a defender a autorização para o Banco Central negociar títulos privados, medida aprovada pela Câmara na chamada PEC do Orçamento de Guerra e que enfrenta resistências de senadores. Segundo ele, vários países estão fazendo isso porque não bastam medidas de renda mínima para os mais vulneráveis e de garantia de empregos se as empresas não tiverem capital de giro para sobreviver ao período de pandemia da Covid-19.

Isolamento social

Segundo o presidente da Câmara, “projeta-se uma queda bruta na arrecadação justamente daqueles estados e municípios que saíram na frente nas ações de combate ao coronavírus, decretando medidas de isolamento social”. Mas defendeu que é preciso respeitar as orientações das áreas técnicas da saúde de estados e municípios e do Ministério da Saúde antes de flexibilizar o isolamento. 

“Países que fizeram isso no momento errado depois tiveram que voltar atrás. A Itália resolveu abrir e depois aconteceu o que aconteceu. A segunda onda de contaminação pode trazer ainda mais prejuízos econômicos.”

Mandetta

Maia afirmou ainda que não acredita numa demissão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, neste momento, apesar de Jair Bolsonaro ter afirmado nesta quinta-feira (9), durante uma live nas redes sociais, que “médico não abandona paciente, mas paciente troca de médico”, insinuando que poderia mexer na pasta. 

Segundo o parlamentar, o presidente gosta de frases de efeito. “Como Bolsonaro é uma pessoa que vem das Forças Armadas, ele sabe que, no meio da guerra, não é o melhor momento pra trocar um comandante quatro estrelas. Bolsonaro já disse que no meio da guerra não trocaria o ministro. Parece que a relação deles está melhorando.”