Após afastamento, Cid Gomes volta ao Senado para votar Orçamento de Guerra

Senador licenciou-se por 120 dias

Larissa Rodrigues Da CNN, em Brasília
10 de abril de 2020 às 22:09 | Atualizado 10 de abril de 2020 às 22:12
O senador Cid Gomes (PDT-CE)
Foto: Geraldo Magela 2.fev.2019/Ag. Senado

Afastado do Senado Federal desde o fim do ano passado, Cid Gomes (PDT-CE) reassumirá o mandato nesta segunda-feira (13/04). O senador volta à Casa no dia da votação da proposta de emenda à Constituição do Orçamento de Guerra. Cid havia solicitado uma licença não remunerada de 120 dias, para “tratar de assuntos pessoais”. 

Durante o tempo em que esteve afastado do Senado, Gomes foi substituído também pelo pedetista Prisco Bezerra. Em fevereiro, o senador protagonizou uma uma crise de segurança pública quando foi baleado após tentou avançar com uma retroescavadeira contra policiais militares amotinados em Sobral (CE) — cidade administrada por seu irmão, Ivo Gomes. O senador chegou a ficar cinco dias internado. 

A PEC do Orçamento de Guerra propõe separar os gastos realizados para o combate à pandemia de COVID-19 do orçamento geral da União. A proposta, de autoria do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e mais sete deputados, quer criar um regime extraordinário para facilitar a execução do orçamento relacionado às medidas emergenciais para o combate da doença. O texto também quer dar maior liberdade ao Banco Central para tratar com o setor privado, o que é rechaçado pela oposição, incluindo o PDT de Cid Gomes.