Atacar instituições é 'nefasto', diz Toffoli em reunião com entidades civis


Iuri Pitta
Por Iuri Pitta, CNN  
20 de abril de 2020 às 12:43 | Atualizado 20 de abril de 2020 às 16:51
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli (30.out.2019)

Foto: Divulgação/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, classificou como “nefasto” o ataque à democracia e às instituições e o fundamentalismo, durante reunião por teleconferência nesta segunda-feira (20) com entidades da sociedade civil.

O encontro foi marcado para a entrega oficial do “Pacto pela Vida e pelo Brasil”, documento que conclama a união de todos os setores no fortalecimento do compromisso com a ciência e na implementação de medidas socioeconômicas de caráter emergencial que possam mitigar os efeitos da pandemia do novo coronavírus. 

A conversa, agendada antes dos atos que pediam fechamento da Corte e do Congresso Nacional ocorridos no domingo (19), teve a participação de representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns – Comissão Arns, da Academia Brasileira de Ciências (ABC), da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). 

“As seis entidades têm no DNA o conhecimento do quão nefasto é o autoritarismo, do quão nefastos são os fundamentalismos, do quão nefasto é o ataque às instituições e à democracia”, disse.

Na reunião, o presidente destacou a importância das instituições e seus representantes na redemocratização do Brasil e na elaboração da Constituição Federal de 1988, conhecida como Constituição Cidadã.

“Temos atuado exatamente naquela perspectiva dos autores do pacto fundante da nossa Carta Constitucional para a manutenção do Estado Democrático de Direito”, afirmou. 

Ao abrir a fala em nome do Grupo das 6 Entidades, o presidente da CNBB, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, reforçou a necessidade no atual momento de "entrar em cena o coro dos lúcidos”, em referência a um dos trechos do "Pacto pela Vida e pelo Brasil”.