Teich deve rejeitar pedido de governadores do NE sobre médicos estrangeiros

Documento do ministério diz que país contam com 385.505 profissionais de saúde além de 102.235 estudantes a área médica que atuarão sob supervisão

Caio Junqueira
Por Caio Junqueira, CNN  
21 de abril de 2020 às 15:21
O ministro da Saúde, Nelson Teich
Foto: Ministério da Saúde/Reprodução/Twitter

Com o respaldo do Palácio do Planalto, o novo ministro da Saúde, Nelson Teich, deve rejeitar o pedido feito por governadores do Nordeste para a contratação de médicos estrangeiros para auxiliarem no combate à pandemia do coronavírus no Brasil.

Os governadores encaminharam um documento a Teich na sexta-feira, dia seguinte à sua nomeação na pasta. Nela, pedem autorização para contratarem cerca de 15 mil médicos formados no exterior que não possuem autorização para atuarem no Brasil.

A sugestão foi feita após reunião dos nove governadores do Nordeste, que pretendem criar uma Brigada Emergencial de Saúde para combater o COVID-19. Em reunião ontem reiteraram o pedido. Teich lhes disse que ele estava ainda sob análise.

No entanto, em documento interno a que a CNN teve acesso, para embasar a decisão final o ministério diz que foi feito um cadastramento de médicos no país e que há “385.505 profissionais de saúde dispostos a atuar imediatamente em todo o Brasil, além de 102.235 estudantes dos cursos de Farmácia, Medicina, Enfermagem e Fisioterapia, que poderão atuar sob supervisão”.  

“O Brasil foi um dos poucos países do mundo que, através do Ministério da Saúde e de sua Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), realizou um papel estratégico no planejamento de ações para enfrentamento da situação em âmbito nacional, amenizando alguns pontos de fragilidade do sistema. Por meio de seus Departamentos de Gestão, tanto do Trabalho, quanto da Educação na Saúde, a SGTES desenvolveu dois grandes sistemas no âmbito da Ação Estratégica “O Brasil Conta Comigo”, diz o documento.

Os governadores do Nordeste foram os primeiros a apresentarem demandas ao novo ministro.  A região, segundo as pesquisas, é onde a população tem rejeição maior ao presidente em comparação com as outras. Também é onde tem mais governadores de partidos de oposição em relação às demais.