Ricardo Saadi diz que Bolsonaro não solicitou relatórios de inteligência da PF

Ex-superintendente da Polícia Federal do Rio de Janeiro prestou depoimento e afirmou não saber o motivo de sua troca

Da CNN em São Paulo
11 de maio de 2020 às 22:58 | Atualizado 11 de maio de 2020 às 23:03

O ex-superintendente da Polícia Federal do Rio de Janeiro Ricardo Saadi prestou depoimento, nesta segunda-feira (11), sobre a suposta interferência política de Jair Bolsonaro. De acordo com informações da analista de política da CNN Renata Agostini, Saadi afirmou para a PF que o presidente nunca solicitou relatórios de inteligência, nem pedidos para arquivamento de processos.

Renata Agostini revelou que Saadi disse que “durante a gestão, nem Jair Bolsonaro, nem Sergio Moro solicitaram direta ou indiretamente relatórios de inteligência”. O ex-superintendente, que foi trocado em agosto do ano passado, declarou também que “não recebeu pedidos formal ou oral de investigação, de interferência ou de arquivamento, seja pela presidência ou por terceiros em nome dela”.

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Sobre a troca na PF do Rio, Saadi negou que tenha sido por motivos de produtividade. Ele afirmou que “não foi dado detalhes sobre o motivo da troca” e que em determinado momento, em conversas com Maurício Valeixo (ex-diretor da PF), “havia uma sinalização para ele sair no final de 2019”.

Saadi falou sobre seu desempenho no cargo. Ele alegou que “pegou a superintendência em 24º lugar e entregou em 4º lugar" nesse índice de produtividade. O ex-superintendente ainda citou exemplos de operações como “Furna da Onça, Câmbio Desligo, Boca de Logo e a prisão do (doleiro) Dario Messer”.