Número 2 da PF nega interferência quando comandava PF do Rio e de PE

Renata Agostini
Por Renata Agostini, CNN  
13 de maio de 2020 às 21:03
Carlos Henrique Oliveira de Sousa, diretor-geral da Polícia Federal
Foto: Roberta Guimarães/Alepe

O diretor-executivo da Polícia Federal, Carlos Henrique Oliveira negou que, como superintendente regional em Pernambuco e no Rio de Janeiro, tenha ocorrido qualquer “interferência” em seus trabalhos, segundo íntegra de depoimento prestado nesta quarta-feira (13). 

O delegado, que foi convidado para compor a diretoria-executiva da Polícia Federal após a saída de Maurício Valeixo do comando da corporação, também negou que, durante sua gestão no Rio, o presidente da República Jair Bolsonaro tenha solicitado “relatórios de inteligência estratégica” da Polícia Federal.

Carlos Henrique foi designado ao Rio em 2019, quando Bolsonaro manifestou desejo de mudar o comando da superintendência no estado pela primeira vez. Ele disse, porém, que não havia problema de produtividade no Rio e, antes que ele assumisse, a unidade já havia “alcançado sua melhor classificação”.

Após Bolsonaro trocar o comando da PF e nomear Rolando Alexandre para a direção-geral da corporação, a primeira mudança anunciada foi justamente a troca da superintendência do Rio. Carlos Henrique foi convidado para integrar a diretoria-executiva da PF, em Brasília.

Carlos Henrique afirmou que recebeu ligação de Rolando Alexandre dias antes de sua nomeação ao comando da PF com a consulta se ele aceitaria mudar de posto. Segundo o delegado, partiu dele a sugestão do nome de Tácio Muzzi para substituí-lo no Rio, nomeação que acabou se confirmando.