Inquérito das fake news deve ser encerrado pelo Supremo até o fim de julho

Segundo a CNN apurou, as investigações não serão prorrogadas para além do prazo preestabelecido, sendo concluídas ainda na gestão do presidente Dias Toffoli

Thais Arbex
Por Thais Arbex, CNN  
09 de junho de 2020 às 20:37 | Atualizado 10 de junho de 2020 às 00:01

Alvo de críticas por parte do presidente Jair Bolsonaro, o chamado inquérito da fake news, instaurado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para apurar ofensas, ataques e ameaças a ministros da corte, deve ser encerrado até o fim de julho. 

Segundo a CNN apurou, as investigações não serão prorrogadas para além do prazo preestabelecido, sendo concluídas ainda na gestão do presidente Dias Toffoli --responsável pela abertura do inquérito. O relatório final deve ser encaminhado ao Ministério Público Federal para que avalie eventuais denúncias. 

A mais recente investida do inquérito contra aliados de Bolsonaro provocou uma escalada do conflito entre o Palácio do Planalto e o Supremo. 

A partir desta quarta-feira (10), no entanto, a expectativa é a de que a maioria do plenário do Supremo dê aval ao prosseguimento das investigações. Os ministros vão julgar uma ação em que a Rede Sustentabilidade pede o arquivamento do caso, por irregularidades na tramitação.

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A perspectiva é a de que o tribunal faça modulações na condução do inquérito, entre as quais a determinação da participação mais efetiva da PGR (Procuradoria-Geral da República).

O inquérito foi aberto em março do ano passado por ordem de Toffoli, e não a pedido da PGR, como é a praxe. Apesar de incomum, a situação está prevista no Regimento Interno do Supremo. A relatoria do inquérito ficou sob responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes.

O respaldo do plenário da corte à legitimidade das investigações é tido como um importante gesto de defesa da instituição no momento em que Bolsonaro passou a ser presença frequente em atos que pedem o fechamento do Supremo e do Congresso.