Ação da PF foi abusiva, diz vice-presidente do Aliança pelo Brasil

O empresário e advogado Luís Felipe Belmonte disse à CNN negou participação no financiamento de atos que pedem fechamento do Congresso e do STF

Da CNN, em São Paulo
16 de junho de 2020 às 20:17

A manhã de terça-feira (16) foi marcada por nova operação da Polícia Federal, desta vez investigando o financiamento de grupos suspeitos da prática de atos antidemocráticos, como as manifestações que pedem o fechamento do Congresso e do STF. Aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foram alvo de busca e apreensão, e parlamentares da base do governo tiveram o sigilo bancário quebrado.

Um dos alvos de busca e apreensão pela PF foi o empresário e advogado Luís Felipe Belmonte, vice-presidente do Aliança pelo Brasil, partido que Bolsonaro tenta fundar. Em entrevista para a CNN, Belmonte considerou a operação como "abusiva".

"Nunca financiei atos pró-governo. Além do mais, eles violaram o sigilo de um escritório de advocacia, uma vez que transferi meu escritório para minha casa, para trabalhar de home office durante a pandemia. Lá há documentos de investigações que eles não poderiam ter acesso", afirmou.

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Belmonte declarou ainda que as autoridades poderiam quebrar seu sigilo bancário para verificarem que, segundo ele, não tem ligação com os atos investigados.

"Bastava retirar meu sigilo bancário para verem que não estou financiando ninguém. Nunca financiei atos, quanto mais antidemocráticos."

Apesar de ter se mostrado indignado com as ações, Belmonte se disse tranquilo quanto às investigações. Afirmou que suas posturas são "republicanas" e que sempre atuou como um “moderado”.

(Edição: Bernardo Barbosa)