Weintraub perde foro privilegiado; caso de racismo vai para 1ª instância

A expectativa é que, no inquérito das fake news, Weintraub siga sendo investigado pelo STF (Supremo Tribunal Federal)

Daniel Adjuto
Thais Arbex
Por Daniel Adjuto e Thais Arbex, CNN  
19 de junho de 2020 às 12:42
Abraham Weintraub, em abril de 2019: de saída do Ministério da Educação, ele vai para o Banco Mundial
Foto: Carolina Antunes - 09.abr.2019/PR

Demitido do Ministério da Educação, Abraham Weintraub perde automaticamente o foro privilegiado e, com isso, o caso que apura suposto crime de racismo cometido por ele será encaminhado para a primeira instância.

A expectativa é que, no inquérito das fake news, Weintraub siga sendo investigado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e só o seu eventual julgamento seja apreciado por um juiz de primeiro grau.

Segundo a CNN apurou, a Procuradoria-Geral da República (PGR) vai encaminhar ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedido para que o inquérito sobre o suposto crime de racismo decline. Caberá ao relator na corte, o decano Celso de Mello, tomar a decisão. 

De acordo com relatos de quem acompanha o caso de perto, como ainda há diligências a serem cumpridas, o ministro do STF pode determinar que a PGR dê continuidade à investigação antes do encaminhamento à primeira instância.

Leia também:
'Prioridade total é que eu saia do Brasil o quanto antes', diz Weintraub
O que Abraham Weintraub vai fazer no Banco Mundial? 

No fim de abril, Celso de Mello atendeu a um pedido da Procuradoria e determinou a abertura de inquérito para apurar suposto crime de racismo por Weintraub.

No início daquele mês, o ministro da Educação insinuou em uma rede social que a China poderia se beneficiar, de propósito, da crise mundial causada pelo coronavírus. Depois, ele apagou o texto.