'Exército está se associando a genocídio', diz Gilmar Mendes


Da CNN, em São Paulo
12 de julho de 2020 às 18:52 | Atualizado 13 de julho de 2020 às 05:31

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, criticou em uma live neste sábado (11) a situação do Ministério da Saúde, que está sem ministro há mais de 50 dias, e disse que o Exército está "se associando a um genocídio".

"Não podemos mais tolerar essa situação que se passa com o Ministério da Saúde. Pode ter estratégia, tática em relação a isso, mas é impossível, não é aceitável que se tenha esse vazio. Pode-se até dizer que a estratégia é tirar o protagonismo do Governo Federal e atribuir a responsabilidade a Estados e Municípios mas, se for essa a intenção, é preciso fazer alguma coisa", avalia. 

 

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"Isto é ruim, é péssimo para a imagem das Forças Armadas. É preciso dizer isso de maneira muito clara: o Exército está se associando a esse genocídio. Não é razoável para o Brasil. É preciso por fim a isso", continua.

O Ministério da Defesa emitiu uma nota afirmando que as Forças Armadas atuam diretamente no combate ao novo coronavírus por meio da operação Covid-19.

Segundo o Ministério, são empregados diariamente 34 mil militares e que os resultados "mostram que a operação está atingindo os objetivos a que se propõem". 

Depois, Gilmar usou as redes sociais para criticar um militar estar à frente do ministério da Saúde, referindo-se ao general Eduardo Pazuello.

"Não me furto, porém, a criticar a opção de ocupar o ministério da saúde predominantemente com militares. A política pública de saúde deve ser planejada por especialistas dentro dos marcos constitucionais. Que isso seja revisto para o bem das Forças Armadas e da saúde no Brasil".