Ao assumir MEC, Milton Ribeiro renuncia a posto na Comissão de Ética Pública

Novo ministro da Educação integrava desde 2019 o colegiado, responsável por vistoriar condutas éticas do Poder Executivo

Diego Freire, da CNN, em São Paulo
17 de julho de 2020 às 02:38 | Atualizado 17 de julho de 2020 às 02:51
O novo ministro da Educação, Milton Ribeiro
Foto: Isac Nóbrega/PR

Foi publicada, no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (17), a renúncia do pastor Milton Ribeiro como membro da Comissão de Ética Pública da Presidência da República. A dispensa de Ribeiro, por renúncia, é assinada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República Jorge Oliveira.

A renúncia é válida a partir de 15 de julho, cinco dias após o pastor presbiteriano ser anunciado por Bolsonaro como o novo ministro da Educação. Milton Ribeiro tomou posse na tarde desta quinta-feira (16).

Criada pelo governo federal em 1999, a Comissão de Ética Pública realiza visitas técnicas aos órgãos e entidades do Poder Executivo Federal, com o objetivo de avaliar e supervisionar a gestão da ética no Poder Executivo. O colegiado é atualmente subordinado à Secretaria-Geral da Presidência da República, comandada por Jorge Oliveira.

Habitualmente, sete pessoas não remuneradas, nomeadas pelo governo federal, compõem a comissão. Milton havia sido nomeado pelo próprio Bolsonaro em maio de 2019.

Novo ministro da Educação, o pastor Milton Ribeiro é vice-presidente do conselho deliberativo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, onde foi vice-reitor. Segundo a universidade, ele é doutor em Educação pela USP e mestre em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Ele também tem graduação em teologia e em direito.