Vitor Hugo nega que vá deixar liderança, mas se diz pronto a 'qualquer missão'

Apuração da CNN aponta que o presidente Jair Bolsonaro cogita substitui-lo na liderança pelo ex-ministro da Saúde Ricardo Barros (PP-PR)

Da CNN
24 de julho de 2020 às 17:06 | Atualizado 24 de julho de 2020 às 17:47

O deputado Vitor Hugo (PSL-GO) afirmou nesta sexta-feira (24), em entrevista exclusiva à CNN, não haver qualquer indicação por parte do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de que ele vá deixar a liderança do governo na Câmara dos Deputados.

Apuração da CNN aponta que o presidente cogita substitui-lo pelo ex-ministro da Saúde e deputado Ricardo Barros (PP-PR). Vitor Hugo afirma que, apesar de não saber sobre essa possibilidade, diz que seguirá apoiando Bolsonaro mesmo caso seja trocado e que está pronto para "qualquer missão" que lhe for designada.

"Se vier acontecer qualquer mudança, estarei à disposição do presidente para cumprir qualquer missão", afirma. "É uma função estratégica para o presidente, ele tem que fazer as análises e é uma função dele, ele tem a prerrogativa para indicar e pode fazer mudanças a qualquer momento. Diante de um novo cenário político, [pode] traçar uma nova estratégia de atuação do governo na Câmara".

Como prova de fidelidade ao presidente, Vitor Hugo comentou sobre o momento em que foi sondado para assumir o Ministério da Educação, mas acabou preterido por Milton Ribeiro. "Não mudou em nada. Muito pelo contrário, nos aproximou ainda mais", disse, completando que se sentiu honrado por ter sido cogitado para a função.

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Bia Kicis

O líder do governo comentou a saída de Bia Kicis (PSL-DF) da vice-liderança após votar contra o projeto do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Vitor Hugo disse que funções de liderança na Casa exigem "disciplina" e a disposição para abrir mão das próprias pautas em nome do projeto do governo.

"Essas funções têm um bônus, que é a exposição, a oportunidade de defender o governo mais explicitamente, de estar próximo do presidente, de interagir. Mas tem um ônus de compreender o cenário político maior, compreender o momento político que o presidente está enfrentando e apoiar as pautas que o presidente decidir enfrentar, mesmo com alguma concessão naquilo que você acredita", argumentou.

(Edição: Leonardo Lellis)