Desmatamento ilegal zero será o primeiro projeto da agenda ambiental da Câmara 

Escolha da proposta é uma forma de atrair a confiança do mercado internacional e amenizar a crise de imagem do Brasil nas questões ambientais

Iuri Pitta
Por Iuri Pitta, CNN  
28 de julho de 2020 às 19:35

Em reunião na tarde desta terça-feira (28), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deu sinal verde para a elaboração de uma lista de projetos pró-meio ambiente para serem colocados em votação nas próximas semanas. A primeira proposta, que já tem consenso entre ambientalistas e ruralistas, é a que trata do desmatamento ilegal zero. 

De acordo com o responsável pelo levantamento de propostas, deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP), a escolha da proposta é uma forma de atrair a confiança do mercado internacional e amenizar a crise de imagem do Brasil nas questões ambientais. O parlamentar preside a Frente Parlamentar Ambientalista e tem sido um dos principais interlocutores da Casa não só no ambiente político, mas também na relação com o setor privado.

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Pela manhã, Agostinho participou da reunião de Maia com CEOs e líderes empresariais representantes do movimento que une mais de 60 das maiores companhias brasileiras e multinacionais que atuam no país. O grupo levou ao vice-presidente Hamilton Mourão, que comanda o Conselho Nacional da Amazônia Legal, um posicionamento em defesa de uma economia verde, circular, que envolve combate a ilegalidades na floresta, criação de mercado de carbono e adoção de políticas que coloquem a sustentabilidade como pilar fundamental da retomada da economia pós-pandemia da Covid-19. 

A mesma pauta dos empresários será discutida também com os nove governadores da Amazônia Legal, como antecipou a CNN. O governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), foi o primeiro a elogiar a iniciativa. 

“Muito importante esse movimento dos empresários, pois amplia a defesa do meio ambiente e sublinha o risco que a nossa economia corre”, disse o governador à CNN. “As políticas externa e ambiental (do governo federal) podem isolar o Brasil e gerar sanções que prejudiquem os empregos da população e as nossas empresas.”