'Não esperem barulho', diz Weintraub sobre trabalho no Banco Mundial


Renata Agostini
Por Renata Agostini, CNN  
31 de julho de 2020 às 08:06
Abraham Weintraub

Abraham Weintraub disse para não 'esperar barulho' enquanto trabalhar como diretor do Banco Mundial

Foto: Carolina Antunes - 09.abr.2019/ PR

Abraham Weintraub foi confirmado como diretor do Banco Mundial e começará a trabalhar na instituição já na próxima segunda-feira (3).

"Não esperem barulho. Trabalho em banco é em silêncio", disse Weintraub sobre o início das atividades no banco.

O ex-ministro, que está nos Estados Unidos desde o dia 20 de junho, afirma que já fez algumas reuniões para conhecer a nova equipe, mas que até o momento não estava recebendo remuneração. No posto, ele ganhará US$ 21,5 mil por mês, ou cerca de R$ 110 mil pelo câmbio atual.

"Como diriam os americanos: so far so good (até aqui, tudo bem, em tradução livre)", afirma. Ele está na capital americana, sede do banco, mas o início das atividades será de forma remota por causa das medidas de restrição impostas pela pandemia no novo coronavírus.

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A confirmação da escolha de Weintraub foi anunciada pelo Banco Mundial em nota. Weintraub representará um consórcio de nove países e os votos foram encaminhados por carta nos últimos dias. O Brasil, no entanto, tem força suficiente no bloco para fazer valer sua indicação ainda que os outros parceiros não concordem. A confirmação de Weintraub era, portanto, esperada. Também fazem parte do grupo: Haiti, Panamá, República Dominicana, Filipinas, Colômbia, Trinidad e Tobago, Equador e Suriname.

Ele foi indicado pelo Ministério da Economia ao posto no dia 17 de junho. No mesmo dia, sua saída do comando do Ministério da Educação foi anunciada.

Weintraub não quis comentar sobre a forma como entrou nos Estados Unidos. Há dúvidas sobre a forma como Weintraub deixou o Brasil e se ele fez uso de seu passaporte diplomática para garantir a entrada no país.

O ex-ministro viajou na noite de 18 de junho e deixou um pedido de demissão, que foi remetido ao Palácio do Planalto quando ele já estava em solo americano com solicitação para que a exoneração contasse de forma retroativa.