Brasil tem 147,9 milhões de eleitores aptos a votar nas eleições de novembro


Gabriela Coelho, da CNN, em Brasília
05 de agosto de 2020 às 13:31 | Atualizado 05 de agosto de 2020 às 13:46
Urna eletrônica que será utilizada nas eleições municipais de 2020

Urna eletrônica que será utilizada nas eleições municipais de 2020

Foto: Divulgação/TRE-RJ

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 147.918.483 de eleitores brasileiros estão aptos a votar nas Eleições 2020, um aumento de 2,66% em comparação com 2016. Os eleitores vão eleger novos prefeitos e vereados em 5.569 municípios espalhados pelo país no pleito marcado para o dia 15 de novembro. Apenas o Distrito Federal e Fernando de Noronha não participam das eleições municipais. Os eleitores brasileiros que estão registrados para votar no exterior também não participam desse pleito, uma vez que o voto em trânsito só ocorre nas eleições gerais.

Ainda de acordo com os dados do TSE, o estado que teve o maior aumento do eleitorado foi o Amazonas, que passou de 2.320.326 eleitores para 2.503.269, representando uma evolução de 7,88%. O único estado que apresentou redução no número de eleitores foi o Tocantins, que caiu 0,17% (em 2016 eram 1.037.063 e em 2020 serão 1.035.289).

“São Paulo continua a ser o maior colégio eleitoral brasileiro, com 33.565.294 eleitores. Houve um aumento de 2,69% do eleitorado paulista. Proporcionalmente, a capital de São Paulo representa também o maior município em número de eleitores, com 8.986.687 no total”, disse o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso.

Já o município com o menor eleitorado é Araguainha (MT), com 1.001 eleitores. Essa cidade também foi o menor colégio eleitoral de 2016, perdendo o posto em 2018 para Serra da Saudade (MG). Agora, em 2020, volta a ser o menor. Outra curiosidade é que o município de Boa Esperança do Norte, também em Mato Grosso, realizará eleições para escolher prefeitos e vereadores pela primeira vez.

O TSE também informou que a maioria do eleitorado é formada por mulheres, que representam 52,49% do total, somando 77.649.569. Os homens somam 70.228.457 eleitores, sendo 47,48% do total. Outros 40.457 eleitores não informaram o gênero ao qual se identificam, representando 0,03% do eleitorado brasileiro.

“A maior parte do eleitorado brasileiro informou ter o ensino médio completo, sendo 37.681.635 (25,47%) nesta condição. Outros 35.771.791 eleitores (24,18%) disseram ter o ensino fundamental incompleto. Outros 22.900.434 (15,48%) possuem o ensino médio também incompleto. Apenas 10,68% do eleitorado brasileiro, ou seja, 15.800.520 concluíram a graduação superior”, disse o TSE.

Horário

Ainda sobre a disputa eleitoral deste ano, o presidente do TSE comentou sobre a possibilidade de prorrogação do horário das eleições. Até o momento, a corte estuda estender o horário do pleito em uma hora.

Segundo Barroso, nas próximas semanas haverá uma definição, sendo que, muito possivelmente, haverá extensão de pelo menos uma hora e reserva de horário para pessoas com mais de 60 anos, em grupo de risco. Entretanto, o ministro deixou claro que há estudos ainda sobre o assunto. De acordo com o TSE, existem 65.589 idosos com mais de 100 anos.

“Em outras eleições, o horário sempre foi de 8 da manhã até as 17h. Nessas eleições, em nome da segurança, está cogitando a ampliação do horário. Passar de 8 da manhã às 20h. “Com a intenção de espaçar ao máximo a ida dos eleitores. Mas os TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) reclamaram por questões de segurança. Não batemos o martelo ainda. Precisamos ainda calcular a saturação das sessões eleitorais. Os estatísticos do TSE estão fazendo esses cálculos para que possamos definir o horário. Provavelmente haverá a ampliação de pelo menos uma hora. Outra questão é dividir por faixa horaria e colocar o grupo de mais de 60 anos na faixa de 8h às 11h”, disse.

Biometria

No dia 15 de julho, Barroso também decidiu excluir a necessidade de identificação biométrica, por meio de impressão digital, nas eleições municipais deste ano, tendo em vista o risco de contágio por Covid-19. No entanto, segundo o TSE, os dados mostram um avanço significativo na coleta dos dados nos últimos quatro anos. Enquanto, em 2016, 46.305.957 pessoas foram identificadas a partir das impressões digitais, em 2018, esse número saltou para 87.363.098 e, em 2020, já soma 117.594.975. Esse avanço significa que 79,50% dos eleitores brasileiros já estão identificados pela biometria.

“Dois fatores pesaram para excluir a biometria. Primeiro, o leitor de impressões digitais não pode ser higienizado com frequência, como a cada utilização. Também pesou o fato de que a identificação biométrica tende a causar filas maiores, favorecendo aglomerações, já que o processo é mais demorado do que a simples coleta de assinatura”, disse Barroso.