Flávio Bolsonaro não aceitará acareação com Paulo Marinho no dia 21 de setembro

Senador irá alegar compromissos pré-agendados e usará prerrogativa de ser ouvido no Senado

Leandro Resende Da CNN, no Rio de Janeiro
19 de agosto de 2020 às 18:47 | Atualizado 19 de agosto de 2020 às 19:31

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) irá alegar compromissos pré-agendados e não irá aceitar participar de uma acareação com o empresário Paulo Marinho no âmbito das investigações do Ministério Público Federal (MPF) sobre o vazamento da Operação Furna da Onça. 

Em contato com a CNN, a advogada Luciana Pires, uma das que defendem o senador, informou que, caso a intimação do MPF se confirme para essa data, o filho do presidente Jair Bolsonaro não irá aceitar o encontro neste dia. Além disso, o senador irá usar a prerregotiva de seu cargo para marcar o encontro no Senado, em Brasília, e não no Rio de Janeiro, onde a investigação é conduzida. 

A avaliação do MPF é que um dos dois está mentindo e a acareação entre os dois será decisiva para encaminhar a apuração sobre o caso. Além disso, o órgão irá recorrer nos próximos dias da decisão da Justiça Federal do RJ que negou a quebra de sigilo de dados telefônicos de três assessores de Flávio Bolsonaro.

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O senador Flávio Bolsonaro
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil (22.jun.2020)

De acordo com o relato de Paulo Marinho, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, três assessores foram juntos à porta da Polícia Federal em outubro de 2018, quando foram informados de que Queiroz aparecia em um documento da Operação Furna da Onça. O MPF quer a quebra dos dados para poder afirmar, de uma vez por todas, se esse ponto da narrativa de Paulo Marinho faz sentido. 

O empresário afirmou, em resumo que o senador teria se beneficiado de vazamento da operação Furna da Onça, que investigou um esquema de corrupção na Assembleia Legislativa do Rio, a Alerj, onde Flávio Bolsonaro foi deputado estadual de 2003 a 2018. Ao MPF e à PF, Marinho repetiu as afirmações. Flávio não era alvo da Furna da Onça, mas seu assessor, Fabrício Queiroz, aparecia em um documento anexado ao inquérito. Segundo Marinho, ao ser informado disso, Flávio exonerou Queiroz de seu gabinete.