STJ prorroga prisão temporária de Pastor Everaldo, mas outros alvos serão soltos


Igor Gadelha
Por Igor Gadelha, CNN  
02 de setembro de 2020 às 08:31 | Atualizado 02 de setembro de 2020 às 09:33

O ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça, prorrogou na noite desta terça-feira (1º), por mais cinco dias, a prisão temporária do presidente nacional do PSC, Pastor Everaldo.

A prorrogação atendeu a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), a qual não pediu para estender a detenção dos outros 10 alvos de mandados de prisão temporária.

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O pastor Everaldo, do PSC
O pastor Everaldo, do PSC
Foto: Marcelo Camargo - 15.jul.2014/ Agência Brasil

Com isso, esses outros alvos deverão ser soltos nas próximas horas, quando vence o prazo inicial de cinco dias das prisões. Entre eles, estão Laércio Pereira e Filipe Pereira, filhos de Everaldo.

O pastor e os outros alvos foram presos na última sexta-feira (28) na operação “Tris in Idem”, que também levou ao afastamento do governador Wilson Witzel (PSC) do cargo por 180 dias.

Três dos 10 alvos dos mandados de prisão temporária só se entregaram à Justiça na última segunda-feira (31): o empresário José Carlos Melo, o advogado Roberto Bertholdo e Carlos Frederico Silveira.

O STJ também determinou prisões preventivas, decretadas sem prazo determinado, para outros alvos da operação, entre eles, Lucas Tristão, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico.

Em nota, Everaldo disse desconhecer até o momento os motivos da prorrogação de sua prisão, pois não teria tido acesso à decisão. O político reiterou ainda considerar "desnecessária" sua detenção temporária.

O PSC, por sua vez, também emitiu nota considerando a manutenção da prisão de Everaldo como "desnecessária". O partido afirmou ainda reiterar "sua confiança na Justiça", mas avaliou que a "criminalização dos políticos enfraquece a democracia."