Orlando Diniz manterá conta de US$ 350 mil no exterior e cederá imóveis de luxo

Pelo acordo de delação premiada celebrado com a força-tarefa da Lava Jato no Rio, ex-presidente da Fecomércio poderá movimentar valores

Leandro Resende
Por Leandro Resende, CNN  
09 de setembro de 2020 às 13:50 | Atualizado 09 de setembro de 2020 às 15:06

No acordo de delação premiada que celebrou com força-tarefa da Lava Jato do Rio, o ex-presidente da Fecomércio Orlando Diniz manteve o direito de movimentar uma conta de US$ 350 mil no exterior. A CNN apurou com fontes que participaram do acordo que o valor será repatriado, mas poderá ser usado por Diniz - principal delator da Operação E$quema S, que tornou 26 advogados réus por integrarem um esquema de corrupção no Sistema S.

Diniz irá se desfazer de todos os seus outros bens, incluindo uma mansão que ele possui no condomínio Portobello, em Angra dos Reis, cidade no Sul Fluminense. O ex-governador do Rio Sérgio Cabral, também integrante do esquema criminoso investigado pela Lava Jato e delatado por Diniz, possuía um imóvel no local. Além disso, Orlando Diniz irá se desfazer de um apartamento no Leblon, bairro nobre da Zona Sul do Rio de Janeiro. Há, ainda, obras de arte amealhadas pelo empresário ao longo de sua carreira, como um quadro da artista Beatriz Milhazes avaliado em mais de R$ 1 milhão.

Leia também:
Advogado de Lula e ex-defensor da família Bolsonaro são alvos da PF; veja lista
Lava Jato: operação da PF mira desvio de mais de R$ 150 mi no Sesc e Senac no RJ
Bretas manda apreender valores acima de R$ 20 mil e até circuito de câmeras

No acordo, Orlando Diniz garantiu sua liberdade, ou seja, ele não voltará para cadeia, onde ficou preso por em 2018. Solto, o ex-presidente da Fecomércio continua vivendo no Rio de Janeiro e não se manifestou sobre a operação de hoje.