Eleição na Câmara atrasa reforma administrativa e dá sobrevida a Flordelis


Igor Gadelha
Por Igor Gadelha, CNN  
10 de setembro de 2020 às 08:19 | Atualizado 10 de setembro de 2020 às 09:31
 
 

A eleição para presidência da Câmara será apenas em fevereiro de 2021, mas já começou a influenciar a pauta da Casa desde agora. A disputa tem contribuído para atrasar a tramitação da reforma administrativa e até para dar uma sobrevida à deputada Flordelis, acusada de mandar matar o marido.

Nesta quarta-feira (9), a oposição travou a votação do projeto que autorizaria as comissões temáticas, como a de Constituição e Justiça (CCJ), a voltarem a funcionar. O objetivo é evitar o avanço da reforma administrativa, cuja primeira fase de tramitação seria na CCJ.

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Com essa estratégia, porém, os parlamentares da oposição acabam também atrasando a retomada do Conselho de Ética para analisar o processo de cassação de Flordelis. O colegiado só poderá voltar a funcionar caso o projeto que autoriza as demais comissões seja aprovado.

Deputada Flordelis

Deputada Flordelis durante reunião na CCJ

Foto: Flordelis - 12.nov.2019 / Facebook

Embora não tenha maioria no plenário, a oposição tem conseguido travar a votação da proposta com a ajuda do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e de lideranças do Centrão que querem disputar a eleição para presidência da Casa, em fevereiro de 2021, entre eles, o líder do PP, Arthur Lira.

Segundo aliados de Maia e Lira ouvidos pela CNN, os dois não querem bater de frente com a oposição agora. Os partidos opositores ao governo reúnem cerca de 100 votos, que são considerados decisivos na disputa pelo comando da Câmara. Procurado, Maia não se pronunciou.