Solidariedade não descarta expulsar Marta após ela anunciar apoio a Covas

Legenda anunciou apoio ao pré-candidato do PSB, Márcio França, na disputa municipal

Tainá Falcão Da CNN, em São Paulo
10 de setembro de 2020 às 18:01 | Atualizado 10 de setembro de 2020 às 18:44
A ex-senadora e ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

 

A possibilidade de expulsão de Marta Suplicy do partido Solidariedade, ao qual está filiada desde abril, foi aventada pelo próprio presidente da sigla, deputado federal Paulinho da Força (SD-SP). Nesta quinta-feira (10), a legenda anunciou apoio ao pré-candidato do PSB, Márcio França, que terá candidatura formalizada em convenção no próximo domingo (13). 

“O partido tem que pensar no que vai fazer. Estão me dizendo que ela [Marta] vai gravar um vídeo pra convenção [do PSDB]. Se ela fizer o vídeo, o partido pode mandar pra o conselho de ética ou decidir pela expulsão”, disse o parlamentar.

A princípio, Marta chegou a ser cogitada como possível vice em uma chapa com Fernando Haddad (PT) — que não quis concorrer à prefeitura de São Paulo. Paulinho da Força e Pedro Nepomuceno, presidente municipal da sigla, teriam tentado emplacar a ex-prefeita como vice de Bruno Covas (PSDB). A sugestão teria sido “descartada” pelo prefeito. 

“Tivemos um almoço com Bruno, perguntamos da possibilidade. Ele disse: zero, nenhuma possibilidade.”, relatou Paulinho. O político disse ainda que a situação de Marta costumava ser discutida com o marido dela, Márcio Toledo, que não quis torná-la cabeça de chapa ou vice de Márcio França. 

"Bolsofrança"

Sobre a relação com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Márcio França disse que estará aberto ao diálogo. França descarta “proximidade” com presidente, mas acredita que pode ganhar votos com eleitores que se sentem “enganados” por Doria após rompimento com Bolsonaro. 

A aproximação do ex-governador Márcio França do presidente Jair Bolsonaro ganhou destaque após um encontro entre eles para discutir o envio de mantimentos para Beirute, Líbano. A reunião teria irritado a militância do PSB e partidos aliados.