Investigado por fraudes trabalhou em gabinete de governador em exercício do Rio

Fernando Molica
Por Fernando Molica, CNN  
11 de setembro de 2020 às 10:31 | Atualizado 11 de setembro de 2020 às 11:26
O governador em exercício do Rio de Janeiro, Cláudio Castro
Foto: Carlos Magno/Governo do Rio de Janeiro

Denunciado no processo da Operação Catarata, o funcionário da prefeitura do Rio e empresário Marcus Vinicius Azevedo da Silva foi, em 2017, assessor no gabinete do então vereador e hoje governador em exercício do Rio, Cláudio Castro. O empresário chegou a ser preso na primeira fase da apuração, no ano passado.

As investigações sobre fraudes na Fundação Estadual Leão XIII abrangem o período de 2013 a 2018 - a empresa de Azevedo da Silva, a Rio Mix 1, é uma das acusadas de participar de um esquema de desvio de recursos. 

Leia mais:
Secretário estadual de Educação do RJ é preso; Cristiane Brasil também é alvo
Secretário de Educação do RJ é investigado por suspeita de propina em licitações

Como vice-governador, Castro passou a ser responsável pela Fundação Leão XIII, mas a apuração de fraudes é focada em período anterior à sua posse no cargo, ocorrida em janeiro do ano passado.

Azevedo da Silva fechou um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República. O material foi enviado para homologação pelo ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal. O ministro, porém, devolveu a delação para a PGR por não encontrar, entre os suspeitos citados, ninguém que tivesse prerrogativa de foro no STF.                                                                                                         

A segunda fase da Operação Catarata foi deflagrada nesta sexta (11). A Justiça determinou a prisão de, entre outros, do secretário estadual de Educação, Pedro Fernandes, e da ex-deputada federal Cristiane Brasil - Azevedo da Silva trabalhou com ela na Secretaria Especial do Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida, da prefeitura do Rio.