Bolsonaro desiste de recriar Ministério da Segurança e avalia extinguir Turismo


Igor Gadelha
Por Igor Gadelha, CNN  
14 de setembro de 2020 às 07:51 | Atualizado 14 de setembro de 2020 às 13:55

O presidente Jair Bolsonaro avisou a auxiliares e aliados que desistiu de recriar o Ministério da Segurança Pública neste ano e que avalia até mesmo extinguir algum dos atuais 23 ministérios, por causa das restrições orçamentárias do governo.

A informação foi confirmada à CNN por três fontes próximas ao presidente, sendo dois auxiliares da ala militar que dão expediente no Palácio do Planalto e um aliado político que costuma frequentar semanalmente o Palácio da Alvorada.

Leia também:

Sem previsão de alta de hospital, ministro da Justiça recebe visita de Bolsonaro

Equipe econômica cobra Ministério da Justiça sobre ‘monitoramento de preços’

Segundo essas fontes, Bolsonaro tem dito que um dos ministérios que avalia extinguir é o do Turismo. Nesse caso, a ideia seria transferir as funções da pasta para o Ministério da Cidadania e para a Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo).

Esplanada dos Ministérios, em Brasília

Esplanada dos Ministérios, em Brasília

Foto: Agência Brasil (03.jan.2020)

Segurança Pública
Em junho, Bolsonaro havia admitido em entrevista que poderia recriar o Ministério da Segurança Pública, hoje vinculado à pasta da Justiça, até o final deste ano. Ele chegou, inclusive, a fazer essa promessa à chamada “bancada da bala” do Congresso.

À CNN, o coordenador da bancada, deputado Capitão Augusto (PL-SP), afirmou que ainda não foi comunicado oficialmente da decisão, mas disse que já esperava. “Esperávamos para outubro. Como o governo não chamou mais, achávamos que não sairia mesmo”, comentou.

O último ministério criado por Bolsonaro foi o das Comunicações, em junho deste ano. A pasta ganhou a maioria dos cargos comissionados que estavam disponíveis. Na sexta-feira (11), uma lista dessas nomeações foi publicada no Diário Oficial da União.

A proposta orçamentária da União para 2021 prevê que o governo só poderá gastar livremente, as chamadas despesas discricionárias, cerca de R$ 96 bilhões. Isso equivale a 6% do Orçamento, que projeta despesa total de R$ 1,5 trilhão. Procurado, o Planalto disse que não comentaria.