Bolsonaro encontra bancada evangélica e fala de veto parcial de perdão a igrejas

De acordo com parlamentares, Bolsonaro quis reiterar, logo no início, que, se fosse deputado ou senador, votaria pela derrubada do veto

Da CNN
16 de setembro de 2020 às 15:14 | Atualizado 16 de setembro de 2020 às 15:19

O veto parcial do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao perdão da dívida bilionária de igrejas com a União foi um dos temas do almoço entre o mandatário e integrantes da bancada evangélica nesta quarta-feira (16).

De acordo com parlamentares que participaram do almoço, Bolsonaro quis reiterar, logo no início, que, se fosse deputado ou senador, votaria pela derrubada do veto. A posição foi a mesma que o presidente manifestou nas redes sociais, logo após a decisão.

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O presidente da República, Jair Bolsonaro
Foto: Carolina Antunes/PR (25.ago.2020)

À CNN, esses parlamentares descreveram o encontro como uma "tentativa de lavar roupa suja no casamento" entre Bolsonaro e o grupo, mas ocorreu em clima de descontração. O almoço foi oferecido pelo deputado federal Fábio Ramalho (MDB-MG).

A anistia das dívidas de igrejas enfrentava resistência da equipe econômica e também foi desaconselhada pelos assessores jurídicos do presidente, que alertaram para o risco de crime de responsabilidade, o que poderia abrir brecha para um eventual processo de impeachment

A Secretaria-Geral da Presidência da República afirmou, em nota, que o presidente apoia a não tributação de templos e que, apesar dos vetos, o governo irá propor "instrumentos normativos a fim de atender a justa demanda das entidades religiosas”.

"Embora se reconheça a boa intenção do legislador, alguns dispositivos não atenderam as normas orçamentário-financeiras e o regramento constitucional do regime de precatório, razão pela qual houve a necessidade da aplicação de vetos", diz a nota. 

(Edição: Leonardo Lellis)