AGU suspende promoção que levou 606 procuradores ao topo da carreira

A Advocacia-Geral da União fez as promoções na última sexta-feira

Gabriela Coelho, da CNN, em Brasília
24 de setembro de 2020 às 16:36 | Atualizado 24 de setembro de 2020 às 16:45

A Advocacia-Geral da União (AGU) decidiu suspender, nesta quinta-feira (24), a promoção em massa que levou 606 procuradores federais do órgão ao topo da carreira –com salários acima de R$ 27 mil. Os procuradores promovidos fazem a defesa do governo federal em ações judiciais e extra-judiciais e são responsáveis pela cobrança de recursos que autarquias e fundações têm a receber. A Advocacia-Geral da União fez as promoções na última sexta-feira. Dos 607 promovidos, 606 foram para o topo da carreira.

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A decisão é do procurador-geral Federal, Leonardo Lima Fernandes, e se baseia em documento que recomenda a suspensão, assinado pelo coordenador-geral de Pessoal, Watson Monteiro Oliveira. Ele afirma que todos os atos para a promoção dos servidores "revestiram-se de legalidade, praticados nos estritos termos da Lei". Mas defende que o reajuste seja suspenso. 

As promoções estavam previstas em lei por dois critérios — antiguidade e merecimento. De acordo com a AGU, o dinheiro para as promoções está no orçamento, mas não informou qual é o custo.

As promoções também se antecipam à reforma administrativa, que pode atingir as carreiras dos atuais servidores e acontece depois do movimento do ministro da Economia, Paulo Guedes, para conter o aumento da folha de pessoal por meio da lei 173, que congelou os salários até 2021, além da concessão de bônus.

Sede da Advocacia-Geral da União em Brasília
Foto: Reprodução/ Agência Brasil