Bancada da Bíblia aposta em ‘terrivelmente evangélico’ para 2ª vaga do STF

Bolsonaro, contudo, não especificou para qual das duas vagas: se para o lugar do ministro Celso de Mello ou de Marco Aurélio Mello

Por Igor Gadelha, CNN  
29 de setembro de 2020 às 10:34 | Atualizado 29 de setembro de 2020 às 11:08

Em café da manhã com lideranças evangélicas nesta segunda-feira (28), o presidente Jair Bolsonaro afirmou, sem ser perguntado, que mantém o compromisso de indicar um ministro “terrivelmente evangélico” para o Supremo Tribunal Federal em seu primeiro mandato.

Segundo a coluna apurou com participantes do encontro, Bolsonaro, contudo, não especificou para qual das duas vagas: se para o lugar do ministro Celso de Mello, que se aposenta em 13 de outubro, ou de Marco Aurélio Mello, que se aposentará em julho de 2021.

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O presidente da República, Jair Bolsonaro.
Foto: REUTERS/Adriano Machado

A iniciativa do presidente de reforçar o compromisso, mesmo sem ser indagado, foi vista por lideranças da bancada evangélica no Congresso como uma sinalização de que, na primeira vaga, Bolsonaro deve priorizar a indicação de um nome de sua confiança.

“Sentimos que o presidente quis tranquilizar que terá um ministro evangélico, mas não necessariamente já nessa primeira vaga. Nessa primeira, deve ser alguém dele”, afirmou à CNN um influente líder da bancada evangélica na Câmara.

Pelo critério de confiança e proximidade, o nome mais cotado na bolsa de apostas é o do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira. Ele conhece o presidente há mais de duas décadas. O pai de Jorge foi chefe de gabinete de Bolsonaro na Câmara dos Deputados por quase 30 anos.