Órgãos de segurança e TSE mapeiam riscos do processo eleitoral nos estados


Caroline Rosito e Gabriela Coelho Da CNN, em Brasília
16 de outubro de 2020 às 12:21 | Atualizado 16 de outubro de 2020 às 14:22

O ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso, apresentaram, nesta sexta-feira (16), o Plano Integrado de Segurança para as Eleições 2020. O plano vai mapear os riscos das eleições em todos os estados. 

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso, afirmou que o sistema de segurança pública está se aparelhando para combater não somente os crimes comuns, mas também homicídios e ameaças. 

“Além disso, a criminalidade via internet, ataques cibernéticos e as campanhas de desinformação. Estamos muito empenhados nesse enfrentamento. A Polícia Federal já tem programas para identificar a origem de disseminação de notícias falsas”, afirmou.

Segundo Barroso, a preocupação é de grupos estruturados para disseminar notícias falsas que atacam pessoas e instituições. “Não vamos reprimir opiniões, mas comportamentos inautênticos”, afirmou.

O ministro André Mendonça afirmou que Força Nacional vai ser usada pra garantir as eleições. “Havendo a necessidade, faremos todo o apoio logístico. A prioridade agora são as eleições. Haverá um redimensionamento das forças como um todo”. 

André Mendonça fez um apelo pra que as pessoas colaborem pela lisura das eleitores. “Grupos que quiserem disseminar notícias falsas e isso chegar a PF, vai haver investigação e um processo criminal perante a justiça federal”. 

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Como será

Os representantes da segurança pública dos 26 estados irão acompanhar, em tempo real, possíveis ocorrências durante a realização do pleito eleitoral nos municípios. Para isso, foi disponibilizado pela Seopi um sistema, denominado Córtex, para alimentação e monitoramento constante de ocorrências de crimes relacionados às eleições. 

O sistema funciona por meio da internet e tão logo seja alimentado pelo estado, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Tribunal Superior Eleitoral, o Ministério Público Eleitoral e todos os demais órgãos e entidades envolvidas terão acesso instantâneo aos dados cadastrados facilitando a tomada de decisões para uma rápida resposta. Servidores de todos os estados foram treinados para alimentar o sistema, antes, durante e após as eleições. Será possível extrair relatórios dos indicadores registrados a qualquer momento. As informações coletadas irão ajudar na produção de boletins informativos.

Uso de drones

O diretor-geral da Polícia Federal, Rolando Alexandre, afirmou que as preocupações desse ano são as fake news e candidaturas laranjas.  “Há uma parte em tempo real e depois das eleições que a polícia tem um raio-x das candidaturas laranjas. Identificados, serão levados a investigação”, disse.

O diretor também afirmou que haverá uso de drones pra evitar compra de votos e boca de urna em grandes locais de votação.