Olívia Santana promete por Salvador na vanguarda da vacinação contra Covid-19

Candidata do PCdoB disse também que imunização deve ser obrigatória por tratar-se de uma questão coletiva

Murillo Ferrari, da CNN, em São Paulo
22 de outubro de 2020 às 09:49

A candidata do PCdoB à prefeitura de Salvador, Olívia Santana, afirmou nesta quinta-feira (22), em sabatina à CNN, que se for eleita colocará a cidade na vanguarda do movimento de vacinação contra o novo coronavírus.

“Uma vez prefeita, vou lutar para que Salvador esteja entre as primeira cidades a garantir a imunização da sua população”, prometeu. Ela disse ainda ser a favor da obrigatoriedade da imunização contra a Covid-19.

“Sou a favor porque não é uma questão individual, é uma questão coletiva. É necessário imunizar a população, preservar a vida das pessoas. Apostar nesse pensamento negacionista, obscurantista, é algo medieval. Precisamos entrar no século 21, olhar para frente, para o futuro, ter compromisso com a vida, com a Justiça social, com o direito à saúde e por isso eu defendo o Sistema Único de Saúde (SUS) e defendo a vacina sim.”

Ainda na área da Saúde, Olívia disse temer uma segunda onda de casos do novo coronavírus não só em Salvador, mas em todo o Brasil e, por isso, pela pediu que as pessoas se protejam individual e coletivamente.

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“Neste momento está em declínio a pandemia, mas ela vem sempre em ondas e temos que nos preparar para reduzir danos”, apontou.

Ela disse também que pretende manter o auxílio pago atualmente pela prefeitura para 37 mil moradores da cidade em decorrência da crise causada pela pandemia.

“Vamos tomar as medidas necessárias, preservar o auxílio sim para pessoas com fome, passando necessidade, e vamos tomar medidas estruturantes. Vamos estabelecer um plano emergencial de retomada da pandemia, de enfrentamento da pandemia, e vamos garantir uma política de microcrédito, o CredSalvador, para injetar recursos nos micro e pequenos empreendimentos locais”, afirmou.

Ela também prometeu lançar um programa chamado Favela Importa que, por um lado, melhoraria ambientes precários de moradia, e por outro, injetaria recursos na indústria da construção civil para gerar emprego e renda na cidade.

Olivia (PCdoB), candidata à Prefeitura de Salvador, fala à CNN
Foto: CNN Brasil (22.out.2020)

Questionada sobre uma possível desunião entre partidos de esquerda na eleição municipal da cidade, que resultaria em múltiplas campanhas com chances pulverizadas, a candidata disse ser preciso “respeitar as forças política que querem apresentar e testar seus nomes”.

“Trouxemos o Partido Progressista a compor a aliança conosco, partido do vice-governador [João leão] que ajudou as forças democráticas a chegarem ao poder com [o ex-governador Jaques] Wagner e depois com Rui [Costa, atual governador], e que agora me ajuda a chegar à prefeitura de Salvador para que a gente possa fazer um trabalho histórico: uma vez eleita, será a primeira vez em 471 anos que uma pessoa negra será prefeita de Salvador.”

Olívia defendeu também o enfrentamento de pautas conservadoras como uma forma de “luta civilizatória”.

“Vivemos num país de 520 anos que forjou um racismo estrutural que define as relações sociais, nega oportunidades, inviabiliza o caminho de uma parcela majoritária da população, muitas vezes, em relação a postos de trabalho e presença em postos de decisão política”, afirmou.

“Salvador é uma cidade de 82% de negros, mas a renda da população negra corresponde a apenas 47% da renda da população branca”, pontou, deizendo que estes dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e de estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).