Maia e Alcolumbre saem em defesa de Ramos após ataques de Salles

Salles havia utilizado suas redes sociais na quinta-feira (22) para disparar críticas contra o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos

Luiz Raatz, da CNN, em São Paulo
24 de outubro de 2020 às 14:04 | Atualizado 24 de outubro de 2020 às 14:39

 

Os chefes das duas casas do Legislativo, Rodrigo Maia e David Alcolumbre, ambos do DEM, saíram em defesa neste sábado (24) do  ministro-chefe da secretaria de governo, Luiz Eduardo Ramos, depois de ele ter sido alvo de críticas nas redes sociais do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. 

Maia disse no Twitter que Salles é responsável por "destruir o Meio Ambiente e o próprio governo". A declaração foi dada depois de críticas do ministro a Ramos, um dos expoentes da ala militar do governo. 

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Em tom mais comedido, o presidente do Senado, David Alcolumbre, ressaltou a importância do general para a articulação com o Congresso. 

"Não é saudável que um ministro ofenda publicamente outro ministro. Isto só apequena o governo e faz mal ao Brasil", disse Alcolumbre, também no Twitter.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia
Foto: Will Shutter/Câmara dos Deputados

Salles havia utilizado suas redes sociais na quinta-feira (22) para disparar críticas contra o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, chamando-o de "banana de pijama" e "maria fofoca".

"Tenho enorme respeito pela instituição militar. Como em qualquer lugar, infelizmente, há sempre uma maçã podre a contaminar os demais. Fonte de fofoca, de intriga, de conspiração e da discórdia. O problema é a banana de pijama", escreveu inicialmente Salles em sua conta pessoal no Twitter.

Minutos depois, a postagem foi apagada e substituída por outro texto em que o ministro deixou mais claro a quem endereçava os ataques. "Não estiquei a corda com ninguém. Tenho enorme respeito e apreço pela instituição militar. Atuo da forma que entendo correto. Chega dessa postura de maria fofoca", afirmou na segunda publicação, com a marcação do nome do ministro Luiz Eduardo Ramos.