Mourão leva embaixadores a Amazônia, sem Salles

Ministros como Tereza Cristina, da Agricultura e Fernando Silva, da Defesa, foram convidados

Basília Rodrigues
Por Basília Rodrigues, CNN  
26 de outubro de 2020 às 12:33 | Atualizado 26 de outubro de 2020 às 13:07

 

Mourão durante coletiva em Rio Branco, no Acre
Foto: Bruno Batista/VPR (23.set.2020)


Em meio ao desgaste do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, com a área militar, o governo vai levar  embaixadores de países da América do Sul e da Europa Ocidental até a região amazônica, na próxima semana, em uma viagem que até o momento não prevê o nome de Salles. O vice presidente da República, Hamilton Mourão, vai comandar a iniciativa, como presidente do Conselho Nacional da Amazônia.

Ministros como Tereza Cristina, da Agricultura e Fernando Silva, da Defesa, foram convidados.

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A expedição está marcada para ocorrer entre 4 e 6 de novembro. Dentro do avião do vice presidente, estarão 12 embaixadores e encarregados de embaixadas. Entre as confirmações, há representantes de países como Espanha, Reino Unido, França, Colômbia e Peru. Também aparecem na lista, Suécia, Alemanha, África do Sul, Canadá e Portugal.

O grupo vai passar pelas cidades de Manaus, São Gabriel da Cachoeira e Maturacá. Haverá também um passeio no mar, em uma embarcação do tipo flotilha, para apresentação da biodiversidade, além de uma demonstração de atuação da Polícia Federal na região.

Rebatendo dados oficiais, Mourão quer mostrar que o desmatamento e queimadas na Amazônia estão sob controle. Em alguns pontos da viagem, pelo roteiro, a comitiva será levada a áreas em que há queimadas e também onde não há mais chamas.

Desde 2019, Mourão ocupa a presidência do Conselho, o que retirou Ricardo Salles do comando. A cada iniciativa, a imagem do ministro do Meio Ambiente torna-se mais secundária na questão. A recente exposição na internet, com xingamentos direcionados ao ministro da secretaria de governo, Luiz Eduardo Ramos, entra neste contexto. Salles vem perdendo espaço nas ações da Amazônia mas mantém apoio de Bolsonaro para continuar na pasta.