Bruno Engler defende que vacinação contra Covid-19 não seja obrigatória em BH

Candidato do PRTB afirmou, porém, que ajudará na distribuição do imunizante para quem tiver interesse caso governo do estado adquira doses

Da CNN
30 de outubro de 2020 às 09:10 | Atualizado 30 de outubro de 2020 às 09:15

O candidato do PRTB à prefeitura de Belo Horizonte, Bruno Engler, afirmou nesta sexta-feira (30), em sabatina à CNN, que não comprará a Coronavac, vacina contra Covid-19 do Instituto Butantan em parceria com a chinesa Sinovac, e também não tornará obrigatória a imunização no município.

"Caso o governo de Minas Gerais venha a comprar essa vacina, a prefeitura vai ajudar na operacionalização da distribuição para aqueles que desejarem. Agora, aqueles que não quiserem tomar a vacina, jamais serão obrigados", disse.

"A questão é a seguinte: essa vacina não tem a menor comprovação, não sabemos os riscos dessa vacina ao contrário da cloroquina, que está aí desde a década de 1950 e, antes da pandemia, era vendida sem tarja, porque conhecemos os efeitos colaterais", completou. 

Ainda falando sobre como pretende tratar a questão da pandemia na área da Saúde, Engler disse que, caso eleito, pretende disponibilizar para os moradores da cidade o que chamou de "tratamento precoce" da doença, com uso de hidroxicloroquina, azitromicina e zinco.

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"É um tratamento que, onde foi implementado, deu resultado gerando menos internações e mortes", afirmou. Ele disse ainda que pretende manter a cidade aberta e, se necessário, construirá um hospital de campanha para se preparar para uma eventual segunda onda da doença.

Engler afirmou também que vai permitir o funcionamento em horário normal dos comércios. "É uma questão de lógica:  se você tem um mesmo número de pessoas que precisa ir a um estabelecimento em horário menor, você terá uma concentração maior de pessoas", opinou.

Para ajudar o setor a se recuperar dos efeitos da pandemia, o candidato disse que vai conversar com os empresários e, se possível, vai ajudar com a renegociação de impostos municipais, com a desburocratização e com o perdão de multas aplicadas na pandemia.

Outra área que ele prometeu "normalizar" o funcionamento foi o da educação. Engler disse que, se eleito, vai permitir a volta das aulas presenciais tanto na rede particular quanto na rede pública.

Bruno Engler, candidato a Prefeitura de Belo Horizonte
Foto: CNN Brasil (30.out.2020)

"O atual prefeito fechou todas as escolas municipais e não temos nem aulas presenciais nem virtuais. Vamos permitir a volta do ensino presencial na rede privada e instituir a volta do regime presencial na rede pública, com opção do ensino à distância para quem não se sentir seguro a voltar ainda. Além disso, vamos aderir ao modelos das escolas cívico-militares do Ministério da Educação (MEC), um modelo que, onde foi implementado, deu resultados de melhora educacional", afirmou.

Questionado sobre o maior custo para implementar e gerir escolas cívico-militares, ele disse que, ao aderir ao programa federal, o próprio MEC custeia a transição das primeiras escolas. "Depois, vamos buscar parcerias com o governo do estado e com a Polícia Militar para podermos ampliar esse modelo."

Ao falar sobre o problema das enchentes na cidade, Engler disse que vai atuar em duas frentes: o desassoreamento de nossos rios e a mudança do sistema de bocas de lobos, com a instalação de barreiras físicas "para a água ir de maneira mais devagar de onde ela cai até a bacia hidrográfica".

"Sobre os moradores de área de risco, é uma questão extremamente delicada e precisamos trabalhar junto com o estado e a União em programas de moradia popular para podermos realocar essas pessoas."

Por fim, ao falar sobre a polêmica envolvendo sua campanha – o partido indicou um vice-prefeito e ele escolheu outra pessoa –, Engler afirmou que fez um acordo com o presidente do PRTB, Levy Fidelix, ao se filiar ao partido.

"Estamos disputando na Justiça eleitoral a questão do vice. Antes de me filiar ao PRTB eu fechei um acordo com o Levy Fidelix para ter autonomia para gerir minha candidatura. Ele não está cumprindo o acordo, está faltando com a palavra", concluiu.