Covas critica politização de vacinas e defende atuação na pandemia da Covid-19

Candidato do PSDB foi o primeiro dos seis que serão entrevistados nas sabatinas da CNN com os postulantes a prefeito de São Paulo

Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo
10 de novembro de 2020 às 17:35 | Atualizado 10 de novembro de 2020 às 19:30

 

O candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, Bruno Covas, afirmou nesta terça-feira (10) que ele não pretende tomar decisões políticas a respeito de uma possível vacina contra a Covid-19. Questionado durante sabatina à CNN, Covas disse que sempre adotará a medida recomendada por técnicos de saúde.

"Esse não é assunto para político decidir, é um tema para a ciência definir. Não é o prefeito que tem que achar que a vacina é obrigatória ou não. É a área da saúde", disse o candidato, questionado pela âncora Daniela Lima sobre as críticas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a uma possível obrigatoriedade do imunizante.

Covas ainda respondeu a outra crítica de Bolsonaro. O presidente criticou nesta terça as medidas de distanciamento social adotadas durante a pandemia e as relacionou com as eleições municipais. O atual prefeito, candidato à reeleição, defendeu a sua atuação durante a crise de saúde.

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"O bem principal a ser preservado é a vida. E todas as ações que nós desenvolvemos aqui na cidade de São Paulo foram ações com a recomendação da vigilância sanitária. A população entendeu, compreendeu. Tanto que as pesquisas mostram a aprovação da nossa gestão na crise do coronavírus", argumentou.

O candidato do PSDB afirma que, apesar de a cidade já ter desmontado os hospitais de campanha criados para o período mais agudo da pandemia, a cidade estará preparada caso enfrente uma eventual segunda onda.

"São Paulo está preparada, porque enquanto os hospitais de campanha estavam em funcionamento, nós terminamos as obras de hospitais permanentes", disse Bruno Covas.

"A gente continua semanalmente, aliás diariamente, acompanhando a evolução da doença."

Candidato a prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), durante entrevista para a CNN (10.nov.2020)
Foto: CNN Brasil

Vice e Doria

Bruno Covas vem sendo criticado por adversários por não expor, em sua propaganda eleitoral, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), de quem foi eleito vice-prefeito em 2016. Segundo Covas, ele não está "escondendo" o governador da propaganda.

"O governador João Doria está governando o estado de São Paulo. Estranho seria ele largar os outros 644 municípios para tratar da campanha para prefeito. O candidato sou eu", disse Bruno Covas, que assumiu a prefeitura em abril de 2018.

O postulante do PSDB também comentou as críticas de que haveria um conflito de interesses de seu candidato a vice-prefeito, Ricardo Nunes (MDB), que seria próximo a empresários da administração de creches municipais. "Não há denúncia, ele não responde a nenhum processo. E o meu passado fala por mim", argumentou.

Perfil

Bruno Covas é formado em Direito e Economia. Foi deputado estadual, deputado federal, secretário estadual do Meio Ambiente e vice-prefeito. É prefeito de São Paulo desde abril de 2018.

Esta é a primeira vez que Covas é candidato a prefeito. Antes de ser eleito vice na chapa de João Doria (PSDB) em 2016, foi candidato a vice-prefeito da sua cidade natal, Santos (SP), no ano de 2004.

Sabatinas CNN

CNN sabatina nesta semana os seis candidatos a prefeito de São Paulo que ocupam os primeiros lugares nas intenções de voto segundo a última pesquisa do instituto Datafolha, publicada no dia 5 de novembro. Na data da publicação, Covas aparece em primeiro lugar, com 28%.

Também serão sabatinados os candidatos Celso Russomanno (Republicanos), que na pesquisa Datafolha divulgada no dia 5 aparece em segundo com 16% das intenções de votos; Guilherme Boulos (PSOL), que figurou em terceiro com 14%; Márcio França (PSB), em quarto lugar com 13%; Jilmar Tatto (PT), com 6%; e Arthur do Val - Mamãe Falei (Patriota), com 4%.

A pesquisa Datafolha foi colhida entre os dias 3 e 4 de novembro, ouvindo 1.260 pessoas. O questionário foi registrado sob o protocolo SP-06709/2020, com nível de confiança de 95% e margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos. Os contratantes são o jornal Folha de S.Paulo e a TV Globo.

A cidade de São Paulo possui 12.325.232 habitantes, sendo 8.986.687 eleitores aptos a votar. São Paulo tem o sexto maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) entre as capitais brasileiras.