Justiça Eleitoral sorteia urnas para teste de integridade com 'votação paralela'

Quinze urnas foram escolhidas aleatoriamente e vão passar por testes com voluntários

Da CNN, em São Paulo
14 de novembro de 2020 às 13:17

 

Urnas eletrônicas, que estarão nos colégios eleitorais de São Paulo, foram sorteadas para passar por um auditoria. O objetivo desta checagem, que acontece desde 2018, é comprovar a confiabilidade do sistema. 

O processo acontecerá da seguinte maneira: em sorteio na manhã deste sábado (14), quinze urnas foram selecionadas e, nela, serão computados alguns votos. Ao final dos testes, será emitido um relatório comparando os dados, a fim de checar se os votos emitidos nas urnas realmente foram contabilizados. 

Voluntários e membros de partidos participaram desta auditoria. O resultado será divulgado no domingo (15), logo no início das votações para prefeituras e câmaras municipais. 

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No Rio de Janeiro o sorteio foi realizado na sede do Tribunal Regional Eleitoral. As cinco primeiras urnas sorteadas vão passar pela verificação de funcionamento em ambiente controlado, antigamente conhecida como votação paralela. Ela será realizada pela Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica (Cave), composta por seis servidores da Justiça Eleitoral e presidida por um juiz. O processo se dará no Centro Cultural da Justiça Eleitoral, no Centro do Rio de Janeiro.

Para comprovar o funcionamento, cédulas de papel são previamente preenchidas com números de candidatos concorrentes ao pleito, por representantes dos partidos políticos, e depositadas em uma urna. 

No dia e hora da votação oficial, os servidores que integram a equipe de apoio à comissão irão digitar esses votos tanto nas urnas eletrônicas sorteadas quanto em um sistema de informática específico que computará os votos consignados em paralelo. 

Todas as etapas do procedimento de auditoria são filmadas e acompanhadas por uma empresa de auditoria independente, contratada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por meio de licitação, para fiscalizar os trabalhos de auditoria realizados pela comissão.

Já as demais dez urnas passarão pelo teste de integridade e autenticidade diretamente nos locais de votação, controlado pelos juízes eleitorais. O objetivo é verificar assinaturas digitais e os resumos digitais dos softwares instalados.

(Com informações de Pauline Almeida)