Mesmo com aumento de abstenção, Barroso agradece eleitores por taxa menor de 25%

Com mais de 99% das urnas apuradas, dados gerais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam um índice de abstenções de 23,14% no primeiro turno

Por Diego Freire, da CNN, em São Paulo
16 de novembro de 2020 às 01:50 | Atualizado 16 de novembro de 2020 às 01:53
Urna eletrônica lacrada em São Paulo
Foto: Renan Fiuza/CNN (9.nov.2020)


 

Com mais de 99% das urnas apuradas, dados gerais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam um índice de abstenções de 23,14% no primeiro turno das eleições municipais de 2020. O índice representa um aumento em comparação às votações mais recentes, mas, na visão do presidente do TSE, o ministro Luís Roberto Barosso, o número é positivo por conta do cenário de pandemia. 

"Em plena pandemia, tivemos um índice de abstenção pouca coisa superior às das eleições passadas", elogiou Luís Roberto Barosso, em coletiva de imprensa no qual foi divulgado o balanço. O ministro comemorou que a taxa certamente será "inferior a 25%" quando a contagem for totalizada.

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Nas duas eleições municipais anteriores, a abstenção no primeiro turno foi de 17,58% em 2016 e de 16,41% em 2012. Na eleição mais recente, a presidencial de 2018, a abstenção no primeiro turno ficou em 20,33%.

"Queria agradecer de coração o eleitorado brasileiro que compareceu em massa apesar das circunstâncias", disse Barroso. 

A taxa de 23,14% representa a média nacional, mas os principais colégios eleitorais do país tiveram índices maiores.

Em São Paulo, com 99,67% de urnas apuradas, a taxa de abstenções é de 29,29%. Em 2016, o índice foi de 21,8%.

Com 99,99% dos votos contabilizados, a capital do Rio de Janeiro registrou 32,79% de abstenções, superior aos 24,3% registrados em 2016.