TSE tentará cruzar dados de ataque ao sistema com investigação sobre fake news

O objetivo é realizar um cruzamento de dados para ver se há ação coordenada de propagadores de fake news que já estão na mira do STF

Da CNN, em São Paulo
19 de novembro de 2020 às 17:43 | Atualizado 19 de novembro de 2020 às 20:26

A fim de aumentar a amplitude da investigação sobre os ataques sofridos pelo Tribunal Superior Eleitoral no dia das eleições municipais em 2020, o TSE escolheu o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes para presidir a comissão que investiga os ataques. A informação é da âncora da CNN Daniela Lima.

A escolha de Moraes se deu pelo fato dele ser o relator das investigações sobre os atos antidemocráticos e das fake news, e o intuito é usar a expertise do ministro e de sua equipe para cruzar dados das investigações e tentar descobrir relação entre os casos.

Leia também

TSE confirma eleições em Macapá nos dias 6 e 20 de dezembro

Em jantar com Maia e Alcolumbre, Centrão discute eleições e ‘apagão econômico’

Maia intensifica articulação para eleição na Câmara; Bolsonaro discute cenários

O TSE quer descobrir se existe relação entre os caluniadores, já identificados nos outros dois inquéritos, com a tentativa de invadir o sistema do TSE. O ataque foi usado para que fossem despejadas na internet uma série de teorias da conspiração a respeito das urnas.

O objetivo é realizar um cruzamento de dados para ver se há ação coordenada de propagadores de fake news que já estão na mira do STF.

O juiz instrutor e a secretaria administrativa da comissão criada pelo TSE são dois assessores de Moraes, que já atuam nos inquéritos de fake news e dos atos antidemocráticos.

(Publicado por Sinara Peixoto)