Embaixada da China ameaça 'consequências negativas' após publicação de Eduardo


Rachel Vargas, da CNN, em Brasília
24 de novembro de 2020 às 22:41 | Atualizado 24 de novembro de 2020 às 23:19

Uma postagem do deputado federal Eduardo Bolsonaro associando a tecnologia 5G chinesa a espionagem provocou a reação da embaixada da China. Em nota, a embaixada chama de “infundadas” as palavras do deputado. E ameaça “consequências negativas” a quem perturbar a parceria China-Brasil. E pede para acabar com a “narrativa da extrema direita norte-americana” 

Na postagem feita na noite desta segunda-feira (23), o deputado, que também é presidente da Comissão de Relações Exteriores, escreveu que o governo brasileiro declarou apoio a aliança norte-americana para um “5G seguro” e “sem espionagem da China”.

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Essa primeira parte que abria uma sequência de seis mensagens foi deletada pelo deputado. À CNN, ele admitiu ter apagado o trecho inicial para “evitar distorções”. “Apaguei para não dar margem é associar uma opinião pessoal a uma posição do governo.” 

No trecho mantido nas redes sociais, o deputado afirma que o Brasil aderiu ao programa norte-americano para “proteger seus participantes de invasões e violações”.

Ainda à CNN, o deputado falou que a “China vai demonstrar mais respeito ao Brasil quando trocar o embaixador chinês no país”. A crítica é especialmente a um episódio em que o embaixador Yang Wanming republicou uma mensagem chamando a família do presidente Jair Bolsonaro de “grande veneno do Brasil”.

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