Maia diz que combate ao racismo é agenda prioritária para Câmara

Presidente da Câmara dos Deputados defendeu que a ‘política e a sociedade’ se unam para a acabar com a violência contra os negros

Noeli Menezes, da CNN, de Brasília
27 de novembro de 2020 às 12:50 | Atualizado 27 de novembro de 2020 às 17:06

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta sexta-feira (27) que “o racismo no Brasil é questão estrutural” e defendeu que o combate à discriminação e à violência contra negros seja uma agenda prioritária para a Casa.

“Infelizmente, a gente sabe que o racismo no Brasil é uma questão estrutural, não vem de hoje, vem de longe”, declarou durante a abertura da reunião da comissão externa que acompanha a investigação da morte de João Alberto, homem negro espancado até a morte por seguranças de uma unidade do Carrefour em Porto Alegre (RS).

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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, em cerimônia no Palácio do Planalto
Foto: Adriano Machado/Reuters (17.jun.2020)


“Acho que nós precisamos de forma definitiva aproveitar este momento e esse grupo para que a gente possa fazer um debate com apoio da sociedade, e a gente possa introduzir de forma definitiva na pauta da Câmara essa questão e as soluções que a política precisa encontrar junto com a sociedade”, disse o deputado.

Maia defendeu ainda que o colegiado se torne “um ambiente permanente de debate e que o Parlamento tenha sempre uma agenda prioritária da sociedade brasileira, para que seja um país com menos desigualdade e todos nós sejamos respeitados. E nunca mais se veja o racismo e a violência contra o negro”.

Na próxima terça-feira (1º), integrantes da comissão vão a Porto Alegre participar de reuniões com autoridades que investigam o assassinato de Beto.

O objetivo do colegiado, além de acompanhar o andamento do caso, é ouvir especialistas, juristas e representantes da comunidade negra para elaborar propostas que preencham as lacunas que ainda existem na legislação brasileira em relação ao racismo e à violência contra a população negra.