Moro diz à PF que ministros sabiam de 'gabinete do ódio' e suspeitavam de Carlos

Ex-ministro fez relato em depoimento à Polícia Federal no dia 12 de outubro

Gabriela Coelho Da CNN, em São Paulo
27 de novembro de 2020 às 16:58 | Atualizado 27 de novembro de 2020 às 21:53


 

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro afirmou, em depoimento à Polícia Federal no dia 12 de outubro, que ouviu de ministros que dão expediente no Palácio do Planalto, que o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, seria ligado ao chamado "gabinete do ódio". A CNN obteve o documento. 

“Em relação ao período em que atuou como ministro de Estado de Justiça e Segurança Pública no governo federal, havia comentários correntes de pessoas de dentro do governo da existência do denominado “Gabinete do ódio”; eram várias pessoas de diversas funções dentro do governo federal; e que não tratava enquanto ministro desse assunto”, disse em depoimento.

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Moro também foi  questionado se, durante seu período como ministro da Justiça, ele tomou conhecimento da existência de uma estrutura dentro do governo federal montada para atacar autoridades públicas dos outros Poderes, como parlamentares e ministros do Supremo Tribunal Federal.

“Disse que só tomou conhecimento desses ataques por meio das próprias redes sociais e citou que existia uma ‘animosidade’ entre Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e que sabia dos ataques ao parlamentar”, informou.