Hacker do TSE em Portugal tentou invasão também quatro dias após eleições

De acordo com a Justiça Eleitoral, a ação não prosperou nas duas ocasiões

Basília Rodrigues
Por Basília Rodrigues, CNN  
29 de novembro de 2020 às 11:31 | Atualizado 29 de novembro de 2020 às 13:08

 

O jovem português acusado de hackear o sistema do Tribunal Superior Eleitoral tentou acessar os dados eleitorais do Brasil duas vezes neste mês. No primeiro turno das eleições, que ocorreu no dia 15, e também no dia 19 de novembro, como aponta a operação que efetuou a prisão dele neste sábado.

Essa segunda tentativa de acesso ainda não era conhecida. De acordo com a Justiça Eleitoral, a ação não prosperou nas duas ocasiões. Ao contrário de outras ações do hacker em que teriam sido acessados dados antigos de funcionários do TSE.

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De acordo com investigadores, com quem a CNN conversou, ele não agiu sozinho. Não foi identificada relação com grupo político no Brasil até o momento. O hacker teria contado com a ajuda, pelo menos, de três pessoas em Minas Gerais e São Paulo, também localizadas pela polícia, mas que não foram presas.

Ainda não há informações sobre quando teve início o contato entre os investigados.

A pedido do promotor de Justiça Eleitoral Clayton Germano, a juíza eleitoral do Distrito Federal Geilza Fátima Cavalcanti Diniz determinou a quebra de sigilo dos e-mails dos três investigados, o que permitiu a detecção das mensagens até aqui, e proibiu que eles voltem a manter contato, enquanto as investigações durarem.

A justiça também expediu mandados de busca e apreensão de documentos, aparelhos eletrônicos que armazenam dados, pendrive, smartphone e telefones, tablet, notebook, roteadores de internet.