Hackers são investigados por tentativa de violar urnas e desordem eleitoral

Conhecido como Zambrius, português é líder do grupo CyberTeam e foi identificado pela PF como o principal responsável pelo ataque ao TSE

Thais Arbex
Por Thais Arbex, CNN  
29 de novembro de 2020 às 19:03
Prédio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


Os suspeitos de promover um ataque hacker contra o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no primeiro turno das eleições municipais são investigados por dois crimes eleitorais: o de violar ou tentar violar o sigilo da urna, cuja a pena vai de três a cinco anos de prisão; e o de promover desordem que prejudique os trabalhos nas disputas, que pode levar à prisão por até meses e ao pagamento de multa. 

A investigação já concluiu, no entanto, que o grupo não conseguiu atingir o sistema das urnas, uma vez que elas não estão conectadas à internet. 

Segundo a CNN apurou, os três brasileiros que foram alvo da operação da Polícia Federal neste sábado (28) integram o grupo Noias do Amazonas (NDA). A investigação apura a relação deles com o hacker português preso em seu país.

Conhecido como Zambrius, o português é líder do grupo CyberTeam e foi identificado pela PF como o principal responsável pelo ataque ao TSE. 

O CyberTem reivindicou publicamente a autoria do vazamento de dados do tribunal durante o primeiro turno das eleições.

Além da prisão do suspeito em Portugal, também foram cumpridos três mandados de busca e apreensão aqui no Brasil, em São Paulo e Minas. Não houve detenção, mas foram apreendidos aparelhos eletrônicos, como computadores e celulares

As diligências no Brasil foram autorizadas pela juíza Geilza Fátima Cavalcanti Diniz, da 1ª Zona Eleitoral do Distrito Federal.

A operação deste sábado, antecipada pela CNN, foi deflagrada pela Polícia Federal numa cooperação com a Polícia Judiciária Portuguesa – Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica.