Em Porto Alegre, Baleia Rossi cita a China e questiona diplomacia brasileira

Candidato do MDB à presidência da Câmara disse que é preciso 'menos ideologia política e mais relação comercial'

André Catto e Isabela Filardi, da CNN, em Porto Alegre
20 de janeiro de 2021 às 20:26 | Atualizado 20 de janeiro de 2021 às 20:28
O deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP)
O deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP) cumpriu agenda nesta quarta em Porto Alegre
Foto: Michel Jesus - 8.abr.2019/Câmara dos Deputados

O candidato à presidência da Câmara dos Deputados Baleia Rossi (MDB-SP) fez críticas à política externa brasileira na tarde desta quarta-feira (20). Em agenda em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, o emedebista disse que é preciso “menos ideologia política e mais relação comercial”. 

“A relação com os demais países e, principalmente, com os países que são parceiros comerciais, deve ser uma prioridade. Infelizmente, acho que a política externa brasileira, em termos de relação com esses países, não vai bem. Não há uma preocupação”, disse o deputado.

Como exemplo, ele citou países que tiveram impasses recentes com o governo brasileiro. “Com a Índia nós tivemos problemas, com a China nós tivemos problemas. Lembrando que a China é um grande parceiro comercial, principalmente no agro.”

“Não existe essa preocupação. Acho que [essa] condução precisa de mais moderação, mais diálogo, menos ideologia política e mais relação comercial”, afirmou. O deputado ainda afirmou que o Brasil sempre teve “essa característica de excelente relação com os demais países” e que, portanto, “não há motivo para essa mudança”.

O candidato à presidência da Câmara também se mostrou favorável ao uso do auxílio emergencial durante a pandemia, e disse que o papel da Câmara foi fundamental tanto para a implementação do recurso quanto para o aumento do valor, que, em princípio, seria de R$ 200. 

“A Câmara já produziu muito quando o governo federal enviou R$ 200 de auxílio emergencial. Houve um debate amplo na Câmara, todos os parlamentares votaram e decidiram pelo aumento para R$ 500. Depois, um próprio entendimento do governo federal ficou em R$ 600, e foi fundamental para que as pessoas pudessem superar as dificuldades, e o mínimo é a sua alimentação e da sua família”, disse.

Em relação à vacina, Baleia afirmou que a população só retomará sua vida normal quando houver vacinação em massa e que, a partir de 1º de fevereiro, a Câmara vai trabalhar para garantir tudo que for necessário para o enfrentamento da pandemia e vacinar a todos. 

“A vacina é segura, é a esperança que a gente tem de o Brasil voltar a ter crescimento, e de as pessoas voltarem a ter experiências”. 

Candidatura

Baleia Rossi falou que sua candidatura é fruto de uma frente ampla de 12 partidos, tanto de esquerda quanto de direita e de centro, que tem como alicerce a defesa da democracia e uma Câmara autônoma e independente. 

Para ele, isso vai ajudar na retomada da economia, uma preocupação do período pós-pandemia.

“Passamos de 11 para 12 partidos. A questão do PSL é uma discussão que leva algum tempo, porque nós temos dentro do PSL deputados que estão afastados e que já declararam que irão organizar o nosso adversário. Portanto, não me preocupo com isto, é algo que já esperava. Nós sabemos que o PSL tem uma divisão interna e não houve nenhuma mudança, nem haverá, porque nós já temos essa clareza de que é uma bancada que está dividida. Não há nenhuma mudança na nossa estratégia", disse o deputado.