Se eleito, Lira vai discutir Orçamento com novo presidente do Senado na terça

Apesar de considerar a reforma administrativa da Câmara mais urgente do que a reforma tributária, afirmou que o calendário ainda não foi discutido

Chico Prado, da CNN, em Brasilia
29 de janeiro de 2021 às 17:15
Deputado Arthur Lira, do PP, em discurso na Câmara
Foto: Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados (26.mai.2020)

O candidato à presidência da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse nesta sexta-feira (29) que, caso seja eleito, pretende se reunir com o novo presidente do Senado já na próxima terça-feira (2) para definir a instalação da Comissão Mista de Orçamento e o calendário de reformas prioritárias.

Apesar de considerar a reforma administrativa da Câmara mais urgente do que a reforma tributária neste momento, o candidato apoiado pelo governo afirmou que esse calendário ainda não foi discutido.

“[Se eu for eleito, vamos cuidar da] instalação da CMO imediatamente para que nós tenhamos a aprovação do Orçamento. E [fazer] uma reunião com o presidente do Senado eleito e o presidente da Câmara eleito para que possamos traçar a pauta inicial das grandes reformas para o Brasil ao nível de calendário.”

 

Sobre a possibilidade de uma nova lista de parlamentares do DEM, partido que formalmente apoia Baleia Rossi (MDB-SP), agora integrando o bloco dele, Lira voltou a criticar decisões tomadas por cúpulas partidárias.

“Essa eleição do segundo biênio (2021-2022) é uma eleição muito própria de cada deputado, ele conhece o perfil de quem ele acredita. Quando os partidos decidem por um apoio conversando, isso fica mais fácil. Quando só cúpula ou uma liderança ou outra não ouvem os parlamentares, causa esses dissabores, né.”

O candidato do PP também disse que é normal haver diálogo sobre a troca de lado de deputados na disputa e “pertinente que cada deputado tenha posicionamento pessoal e político naquela Casa.”

Questionado pela CNN se teve a candidatura subestimada pelo grupo do adversário Baleia Rossi, Arthur Lira respondeu que no começo da campanha tinha dificuldade de comunicação, mas que essa realidade mudou a partir do momento em que ele passou a viajar pelo Brasil. 

“Expusemos claramente que nós não somos nenhum tipo de interrogação, mas de exclamação, de uma Câmara para todos. Eu sempre disse que bloco não ganha eleição. Estamos sempre somando e eu espero que a gente chegue com um número razoável para que na segunda-feira possamos ser eleitos no 1° turno.”