Planalto aciona aliados para conter grupo de Maia

Davi Alcolumbre e Ciro Nogueira foram solicitados para interlocução com o presidente da Câmara sobre possibilidade de abertura de processo de impeachment

Caio Junqueira, da CNN
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia  • Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados
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O Palácio do Planalto acionou na manhã desta segunda-feira (1º) o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente do Progressistas, Ciro Nogueira, para tentarem fazer uma interlocução com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para conter qualquer possibilidade de que ele autorize a abertura de processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro.

A possibilidade de que isso ocorra começou a circular após a decisão do DEM, partido de Maia, de abandonar seu candidato, Baleia Rossi, e apoiar Arthur Lira, candidato do governo. A decisão foi tomada na noite deste domingo.

Diante dela, as informações que chegaram ao Planalto foi a de que o entorno de Maia se dividiu. Parte da esquerda que o apoia, como PT e PDT, sugeriu que em retaliação ele abrisse o impeachment, enquanto a direita, como o PP, avaliou que não seria o melhor caminho. Maia, segundo informações que chegaram ao Planalto, não se posicionou.

A expectativa, porém, dentre governistas na manhã desta segunda-feira é a de que isso não ocorrerá e que, se ocorrer, Lira irá arquivar. Mas há aí uma preocupação secundária no Planalto:  que a discussão sobre impeachment não atrapalhe a possibilidade de colocar a agenda econômica em votação já a partir desta terça-feira.

Procurado, o presidente da câmara disse que não vai deferir pedido de impeachment.